"Ou gente luta ou o tratoraço vai acabar com todos os direitos indígenas", diz militante

Foto: Andressa Zumpano | Articulação das Pastorais do Campo

Mais Lidos

  • EUA e Israel lançam ataque pesado contra o Irã, que reage com mísseis e promete vingança

    LER MAIS
  • A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 são essenciais para garantir o direito à educação e à qualificação profissional, enfrentando desigualdades estruturais e promovendo o desenvolvimento humano e social.

    Dossiê fim da escala 6x1: Tempo para aprender, tempo para viver: A redução da jornada de trabalho como condição para o direito à qualificação profissional no Brasil

    LER MAIS
  • “60% do déficit habitacional, ou seja, quase quatro milhões de domicílios, vivem nessa condição porque o gasto com aluguel é excessivo. As pessoas estão comprometendo a sua renda em mais de 30% com aluguel”, informa a arquiteta e urbanista

    Gasto excessivo com aluguel: “É disso que as pessoas tentam fugir quando vão morar nas favelas”. Entrevista com Karina Leitão

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

10 Julho 2021

 

Eloy Jacintho, professor e militante indígena, participou do BdF Paraná entrevista sobre o PL 490.

A reportagem é de Frédi Vasconcelos, publicada por Brasil de Fato, 08-07-2021. A edição é de Lia Bianchini.

 

Scarlett Rocha / ApibCom faixas estendidas no canteiro central da Esplanada dos Ministérios, indígenas pedem justiça aos povos indígenas, contra o marco temporal (Foto: Scarlett Rocha | Apib)

 

Nos últimos dias, houve diversas manifestações de indígenas contra a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados (CCJC) do Projeto de Lei 490, que praticamente acaba com a demarcação de terras indígenas.

Para novas titulações, seria necessário aprovar novas leis em um Congresso dominado por ruralistas, latifundiários, madeireiros e mineradoras. Mais que isso, o projeto passa por cima de leis de proteção existentes e procura legalizar a mineração nos territórios indígenas, com previsíveis danos à preservação ambiental e ao modo de vidas dos povos originários.

Eloy Jacintho, do povo Guarani Nhandewa, professor e militante do movimento indígena, esteve no acampamento Terra Livre, em Brasília, e nas manifestações contra o projeto e relata que a palavra de ordem entre os indígenas era: “Lutar contra esse projeto até a morte". "Ou gente luta ou o ‘tratoraço’ vai passar, acabando com todos os direitos indígenas”, afirmou.

Eloy participou do programa Brasil de Fato Paraná Entrevista, que discutiu o PL 490, na segunda-feira (5). Também participando do programa, o indigenista Paulo Porto lembrou que esse é um ataque ao que é central à luta indígena: a territorialidade.

“É uma tragédia que não dá para descrever. Nunca vi um ataque tão organizado, tão feroz, tão criminoso aos direitos desses povos. Nós temos um inimigo de morte instalado no Planalto”, disse. Paulo também considerou que o governo Bolsonaro está em seus “estertores”, mas ainda paga contas a ruralistas e outros grupos reacionários que o elegeram.

Maira Moreira, advogada popular e coordenadora do Programa Cerrado da Terra de Direitos, destacou que o projeto é inconstitucional e um ataque da bancada ruralista aos direitos indígenas.

O projeto já tramita há vários anos, mas na versão atual também permite a possibilidade de ampliação de práticas extrativas nesses territórios, como a mineração. “O PL anda no Congresso sem nenhuma consulta pública, sem consulta aos povos indígenas, o que passa por cima da Convenção 169 da OIT”, destacou.

Assista à entrevista a seguir.

 

Leia mais