Líderes cristãos britânicos alertam que passaporte para vacinados causará um “apartheid médico”

Foto: Pixabay

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20 Abril 2021

 

Um grupo de ministros cristãos alertou contra a criação de “passaporte de vacinados” no Reino Unido, dizendo que a proposta seria antiética.

A reportagem é de Charles Collins, publicada por Crux, 17-04-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O governo Conservador está considerando usar “certificado de status da covid” para permitir pessoas a entrarem em locais públicos, como boates, espaços de esportes e festivais. Também tem sido sugerido para ser usado em restaurantes e algumas lojas.

Em uma carta aberta ao primeiro-ministro Boris Johnson, um grupo de 1,2 mil anglicanos, protestantes e católicos disseram que o plano “não tem sentido lógico em termos de proteger os outros” e enfatizaram que recusariam implementá-lo em suas casas de oração.

“Se as vacinas são altamente eficazes em prevenir doenças significativas, como os resultados das pesquisam evidenciam, então esses que foram vacinados já estão protegidos; não haverá benefício para eles se outras pessoas forem vacinadas. Ainda, se as vacinas não previnem da infecção per se, mesmo uma pessoa vacinada poderia, em tese, carregar e potencialmente transmitir o vírus, então decidir que alguém tem status de ‘não-transmissor’ com base nos testes de sua imunidade à doença é espúrio”, disse a carta.

Os membros do clero também disseram que a introdução de passaporte para vacinados seria uma forma antiética de coerção e violação do princípio de consentimento informado.

“As pessoas têm muitas razões para estarem indisponíveis ou indispostas a receber as vacinas atualmente disponíveis, incluindo alguns cristãos, por sérias questões de consciência relacionada à ética da fabricação e testes das vacinas”, eles disseram na carta. “Nós arriscamos criar duas sociedades, um apartheid médico no qual as pessoas de baixa-renda que recusarem a vacinação serão excluídas de áreas importantes da vida pública”.

A carta também argumenta que há um “medo legítimo” que tal proposta se torne permanente e seja expandida para incluir outras formas de tratamento médico e “talvez até mesmo outros critérios para além desses”.

“Essa proposta tem o potencial de acabar com a democracia liberal como a conhecemos, e criar um estado de vigilância no qual o governo usa a tecnologia para controlar certos aspectos da vida de seus cidadãos. Assim, essa é uma das mais perigosas propostas políticas já feitas na história britânica”, continuam.

Os líderes cristãos concluem a carta declarando que “sob nenhuma circunstância” fecharão as portas de suas casas de oração para pessoas que não possuírem o passaporte-covid.

“Para a Igreja de Jesus Cristo, excluir aqueles considerados pelo Estado como indesejáveis sociais seria um anátema e uma negação da verdade do Evangelho”, diz a carta, acrescentando que seria uma “traição fundamental de Cristo e do Evangelho”.

 

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