Natureza entrará nas contas do desenvolvimento humano, anuncia ONU

Foto: Min An | Pexels

Mais Lidos

  • Política das imagens, ecologia do olhar e memória ativa são contrapontos aos regimes de anestesia que banalizam o horror, o esquecimento acelerado e a saturação, convertendo tudo em “circulação descartável”

    A cultura como campo de insurgências e resistências ao capitalismo mafioso. Entrevista especial com Ivana Bentes

    LER MAIS
  • Mulher é assassinada a facadas em Esteio; RS chega a 23 casos de feminicídio em 2026

    LER MAIS
  • Israel irrita o Catar ao atacar um enorme campo de gás que compartilha com o Irã: "É perigoso e irresponsável"

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

24 Março 2021

 

A Organização das Nações Unidas (ONU) adotará um novo parâmetro estatístico para medir índices de prosperidade econômica e bem-estar social dos povos – o Sistema de Contabilidade Econômico Ambiental, ou Contabilidade de Ecossistema. O novo parâmetro medirá o papel da natureza no desenvolvimento das nações. A modificação foi anunciada pelo portal da ONU, no dia 15 de março.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

O novo índice reconhecerá o capital natural, como florestas, pantanais e outros ecossistemas em relatórios econômicos, diferentemente das medições tradicionais como o Produto Interno Bruto, que foi aplicado por mais de sete décadas. Trata-se de “um passo histórico e transformador na forma como vemos e valorizamos a natureza”, declarou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

O novo quadro deverá reformular decisões e políticas para o desenvolvimento sustentável e a ação climática. A decisão é da Comissão de Estatística da ONU. Ela constata que ecossistemas fornecem serviços importantes que geram benefícios às sociedades. Assim, como ativos econômicos, os ecossistemas precisam ser mantidos.

Um exemplo são as florestas que ajudam a levar água potável às comunidades. “No passado, sempre se media o progresso em termos de valor de mercado pago por bens e serviços, que eram produzidos e consumidos”, explicou o economista-chefe da ONU, Elliot Harris, enquanto a natureza não era levado em conta. A natureza, disse, era tratada como “um bem livre e ilimitado” e, por isso, degradada sem sequer se conhecer o valor da perda.

Harris acredita que é possível alcançar prosperidade econômica sem destruir a natureza.

 

Leia mais