Execuções no campo crescem no governo Bolsonaro; há 30 anos, sindicalista era assassinado no Pará

Foto: Instituto Claro

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05 Fevereiro 2021

30 anos da execução do sindicalista comunista Expedito de Souza a mando do latifúndio do Pará.

A reportagem é de Lúcia Rodrigues, publicada por Movimento Sem Terra – MST, 03-02-2021.

Expedito, ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Maria, Sul do Pará.
(Foto: Reprodução Portal Vermelho | MST)

Hoje [03-02-2020] faz 30 anos que Expedito Ribeiro de Souza foi fuzilado a mando do latifúndio, na pequena Rio Maria, no Pará. À época, em 1991, ele era presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Maria e dirigente do PCdoB no Estado.

Rio Maria, no Pará. (Foto: Wikipédia)

Seis anos antes, em dezembro de 1985, João Canuto, que também presidia o mesmo Sindicato de Expedito, tombava pelas balas pagas por fazendeiros. A família Canuto teria ainda mais dois irmãos de João executados pelo poder do latifúndio. Assim como Expedito, Canuto era militante do PCdoB.

Prestes a completar 35 anos de sua morte em maio, Padre Josimo, então coordenador da CPT no Araguaia (PA), foi mais uma vitima dos latifundiários da região, em 1986.

O mesmo destino teve o ex-deputado estadual pelo Pará, advogado dos trabalhadores rurais e dirigente do PCdoB no Estado Paulo Fonteles, em junho 1987.

O ambientalista e sindicalista seringueiro Chico Mendes, cuja morte ocupou o noticiário internacional, engrossou a lista macabra ao ser abatido em dezembro de 1988, em Xapuri, no Acre.

Antes deles, Margarida Maria Alves, que inspira a Marcha das Margaridas, já havia sido executada na Paraíba, em agosto de 1983.

Desde 1985, quando a CPT (Comissão Pastoral da Terra) começou a contabilizar os conflitos no campo, a matança de lideranças não parou.

E sob Bolsonaro, as execuções aumentaram.

O ultimo relatório divulgado pela entidade, em abril do ano passado, com dados referentes a 2019, primeiro ano do governo, aponta um crescimento de 14% nos assassinatos de lideranças em relação ao ano anterior.

Dessas mortes, 84% se concentraram na região amazônica.

O relatório revela ainda que sob Bolsonaro houve um recorde nas disputas por terra, desde que a CPT passou a contabilizar os conflitos no campo.

A entidade registrou em 2019, 1.833 conflitos. O Pará lidera a lista como sempre.

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