Marco Politi: “Há uma cultura de encobrimento na Igreja”

Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • Pio X e a “participação ativa”: a diferença sagrada entre celebrar e presidir. Artigo de Andrea Grillo

    LER MAIS
  • O intelectual catalão, que é o sociólogo de língua espanhola mais citado no mundo, defende a necessidade de uma maior espiritualidade em tempos de profunda crise

    “O mundo está em processo de autodestruição”. Entrevista com Manuel Castells

    LER MAIS
  • Trump usa a agressão contra a Venezuela para ameaçar os governos das Américas que não se submetem aos EUA

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

11 Dezembro 2020

Marco Politi, jornalista especialista em Vaticano e autor do best-seller “Sua Santità” e do livro “Francisco entre os lobos”, denunciou a persistência de abusos a menores por parte da Igreja Católica durante séculos devido a “uma cultura de encobrimento”, porém, defende a figura do Papa.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 10-12-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

A fundação Joan Maragall, em colaboração com o Observatório Blanquerna organizaram hoje a jornada “Um papa entre lobos” com a presença do jornalista italiano Marco Politi para tratar a figura do papa Francisco e suas criticadas reformas dentro da Igreja Católica.

O jornalista demarcou durante o ato que as medidas adotadas por Francisco originaram uma oposição por parte dos setores conservadores do Vaticano, sobretudo pela intransigência do atual Papa com aqueles padres investigados por abusos a menores.

Politi expõe que uma parte da Igreja se opôs às reformas do papa Francisco dividindo assim a comunidade católica, particularmente pelo Sínodo da Amazônia, uma proposta para ordenar homens casados nas zonas isoladas.

Padres casados e homossexualidade

“Há bispos e cardeais que atacam o Papa e ateus que o defendem; nos últimos anos houve uma agressividade contra sua figura e vários bispos publicaram livros contra as reformas de Francisco”, declarou Politi.

A oposição contou com o apoio do predecessor papa Bento XVI e parte da comunidade cristã diante da possibilidade de padres casados e devido a estas pressões Francisco ainda não pronunciou um veredito, segundo o jornalista.

Opina também que Francisco foi questionado por afirmar que os homossexuais têm direito a viver em família, declarações que não fomentaram sua popularidade com cardeais ortodoxos, partidário de excluir os homossexuais do catolicismo.

A “fraudulenta administração” do Vaticano também provocou que o Papa iniciasse a denominada “procuradoria do Vaticano”, um organismo que tomou “medidas radicais” contra defraudadores normalmente retirados da instituição religiosa.

“Com um novo Papa será impossível retroceder aos princípios irrenunciáveis, agora já não se discute sobre o uso da pílula contraceptiva, relações pré-matrimoniais ou divórcio”, concluiu Politi.

Leia mais