Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental reafirma "pacto com a defesa de todas as formas de vida presentes em nossa Mãe Terra”

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09 Dezembro 2020

O Fórum Mudança Climática e Justiça Socioambiental, que na semana passada se reuniu em um seminário virtual, acaba de publicar uma carta pública na qual foram coletadas as reflexões dos quatro dias do encontro, onde participaram representantes de todas as regiões do país e dos diferentes biomas que fazem parte de uma nação de dimensões continentais e rica biodiversidade.

A reportagem é de Luis Miguel Modino.

A situação que o Brasil está atravessando, marcada pela "falência e a derrocada total do projeto neoliberal em curso, fundado nos interesses do capital, da ganância e da destruição do nosso patrimônio planetário”, tem sido o ponto de partida para reafirmar “nosso compromisso de luta pela construção de um projeto político amplo, alternativo, democrático e popular para nosso país". Este caminho, a ser construído coletivamente, deve ser baseado em "raízes culturais e modos de vida ancestrais", algo contrário ao projeto de desenvolvimento neoliberal dominante.

A mensagem refere-se à importância do Papa Francisco e sua proposta para o Desenvolvimento Integral, enfatizando a necessidade de uma mudança no modelo de produção e consumo. Ao mesmo tempo, adverte sobre a relação entre os vários tipos de fundamentalismo e danos socioambientais, denunciando os métodos inaceitáveis de perseguição e restrição de liberdades, bem como os megaprojetos do chamado desenvolvimento. As alternativas, segundo o fórum, deveriam ser populares e anticapitalistas, fazendo propostas de "boas práticas de enfrentamento das mudanças climáticas, inspiradas na filosofia do Bem Viver, calcadas na sabedoria da ancestralidade e nas estratégias históricas de resistência dos povos das águas e das florestas, como forma capaz de alterar esta realidade rumo a uma nova convivência harmônica com a Terra e todos os seres vivos".

O Fórum Nacional sobre Mudança Climática e Justiça Socioambiental destaca a necessidade de articulação, luta, informação e formação, denunciando tudo o que exacerba a concentração da riqueza, o racismo, o machismo, a desigualdade social e os ataques aos direitos da Mãe Terra.

Leia a carta na íntegra:

 

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