Organismos eclesiais pedem a destruição de armas atômicas

Foto: Vatican News

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10 Agosto 2020

Passados 75 anos desde o lançamento da primeira bomba atômica sobre a cidade de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, e dias depois sobre Nagasaki, “podemos ver que as armas nucleares não acabaram com a guerra. As armas nucleares não criaram a paz, mas intensificaram o flagelo e a ameaça de guerra em nosso mundo, vidas e comunidades”, afirma a declaração conjunta de uma coalizão de 195 comunidades religiosas, ecumênicas, de defesa da paz, lembrando o flagelo do povo dessas cidades japonesas.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

“A existência de armas nucleares contradiz fundamentalmente o princípio de qualquer sistema moral, religioso e ético que valorize a vida”, proclama a mensagem, lembrando a morte de 213 mil pessoas até o final de 1945 nas duas cidades, e de muitos mais nos anos seguintes. “Os ataques infligiram dor e sofrimento excruciantes aos seres humanos e ao meio ambiente”.

A declaração lamenta “o racismo e o colonialismo que levaram os Estados com armas nucleares a testarem suas armas nas comunidades que consideravam dispensáveis, vidas distantes das suas, vidas que importavam menos, vidas que foram tiradas em busca de poder destrutivo para alguns”. O texto lembra, em especial, comunidades indígenas ao redor do mundo, “cujos corpos, terras, águas e ar serviram como campo de teste para as ambições daqueles que dominam com força”.

O conjunto de organismos pede a destruição de armas nucelares para sempre, para salvar as gerações futuras. “À medida que construímos um mundo onde a igualdade, a paz e a justiça são abundantes para todos, não há lugar para armas nucleares em nosso futuro compartilhado”.

Apesar do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), os Estados detentores desse potencial mantiveram e continuaram a desenvolver seus arsenais nucleares, enquanto outros Estados trabalharam para adquiri-los.

Ainda assim, a declaração expressa otimismo: “Sabemos que nos tempos mais perigosos e ameaçadores, os seres humanos são capazes de cooperação, resolução criativa de problemas e confiança mútua. De fato, a própria existência do Tratado de Não Proliferação Nuclear reafirma essa esperança”.

O documento insta governos a aproveitarem a oportunidade do 75º aniversário do único momento em que tais armas foram usadas em conflitos “para garantir que elas nunca serão usadas novamente em qualquer circunstância”.

Assinam a declaração, entre outros, a Conferência de Igrejas de Toda a África, a Aliança Batista, o Ministério da Paz Católica, O Trabalhador Católico, O Conselho de Igrejas da Noruega em Relações Ecumênicas e Internacionais, a Comissão Geral Justiça e Paz, o Conselho de Igrejas da Holanda, a Igreja Episcopal, a Rede Internacional de Budistas Engajados, a Associação Internacional de Pesquisa da Paz, a Conferência Mundial Menonita, a Conferência de Igrejas do Pacífico, Paz Chirsti International, a Igreja Presbiteriana dos EUA, a União para o Judaísmo Reformista, a Igreja Metodista Unida, o Seminário Rabínico Internacional, a Igreja Reformada da América, a Federação das Irmã de Caridade, o Conselho Mundial de Igrejas.

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