O Papa quebra o silêncio: “Penso em Santa Sofia se tornando uma mesquita e fico muito triste”

Santa Sofia (Foto: Unsplash)

Mais Lidos

  • De Rerum Novarum a Leão XIV: não era o vapor, mas a ética; não são os dados, mas a dignidade. O que vale não é mensurável. Artigo de Paolo Benanti

    LER MAIS
  • Deus Trindade: circularidade-encontro-amor. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • Juventude e novas direitas, para além dos estereótipos e dos extremos. Entrevista com Beatriz Besen

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

13 Julho 2020

Poucas palavras, mas altamente aguardadas, pronunciadas de improviso por Bergoglio no final do Angelus, finalmente quebraram o silêncio da Santa Sé sobre a reconversão de Santa Sofia, em Istambul, de museu a mesquita, fortemente desejada pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que anunciou que o edifício será reaberto ao culto islâmico pela orações da sexta-feira em 24 de julho.

A reportagem é de Francesco Antonio Grana, publicada por Il Fatto Quotidiano, 12-07-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Santa Sofia, em Istambul (Foto: Unsplash)

Imediata foi a reação de numerosas e respeitadas vozes do mundo cristão, às quais se somou aquela de Bergoglio. Segundo o Patriarca Ecumênico de Constantinopla Bartolomeu I, a decisão de Erdogan "levará milhões de cristãos ao redor do mundo contra o Islã".

Em virtude de sua sacralidade, Santa Sofia, acrescentou o Patriarca, é um centro da vida "no qual o Oriente e o Ocidente se abraçam" e sua reconversão em local de culto islâmico "causará uma ruptura entre esses dois mundos". No século XXI, é "absurdo e prejudicial que Hagia Sophia, de lugar que agora permite aos dois povos se encontrarem e admirarem sua grandeza, possa novamente se tornar motivo de contraposição e confronto".

Leia mais