Comunidades religiosas lideram movimento de desinvestimento nuclear

Armas nucleares. | Foto: Reprodução/Youtube

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05 Junho 2020

As comunidades religiosas da Inglaterra e do País de Gales disseram que vão considerar a possibilidade de desinvestir em empresas que produzem armas nucleares, depois de um relatório do Grupo de Pesquisa em Financiamento de Armas Nucleares ter constatado, na semana passada, que vários bancos e fundos de pensão do Reino Unido têm vínculos financeiros com empresas que as produzem.

A reportagem é de Liz Dodd, publicada por The Tablet, 04-06-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A Ir. Susan Francois, CSJP, cuja Congregação desinvestiu totalmente em armas e fabricantes de armas nucleares desde os anos 1980, disse à The Tablet: “Podemos não investir nos fabricantes, mas quais são os nossos vínculos com outras organizações que os financiam? Estamos analisando as nossas opções, porque obviamente não queremos ter nossos investimentos apoiando a guerra, a morte e a fabricação de armas. Estamos trabalhando com as coalizões com as quais estamos conectados para ver quais podem ser os caminhos mais eficazes”.

A Ir. Susan convidou outras congregações, instituições de caridade e organizações a trabalharem juntas em investimentos éticos. “Provavelmente, somos uma das primeiras congregações que estão buscando fazer isso. Será mais eficaz se isso for feito em uma coalizão e em um movimento. Por isso, eu incentivaria o Reino Unido e também os EUA a tentarem construir essas coalizões ou aproveitar as coalizões que já existem, porque quanto mais pudermos fazer em colaboração, mais impacto teremos”.

O padre passionista Martin Newell disse que a sua província investe e deposita em organizações éticas. Depois de ler o relatório, que foi divulgado no país pela Pax Christi, ele acrescentou: “Não sei que tipo de atividades e, portanto, de investimentos são considerados como uma contribuição material para a cadeia de suprimento de armas nucleares. Eu definitivamente estou interessado em descobrir isso e em transmitir essa informação aos nossos gerentes de investimento, e acho que nós, como província, ficaríamos mais do que felizes em pedir que eles sejam excluídos, se já não foram”.

 

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