O ano mais violento contra os indígenas no Brasil, informa o jornal do Vaticano

Foto: Tiago Miotto | Cimi

Mais Lidos

  • A ferrovia bioceânica Brasil-Peru promete agilizar o comércio com a China. Mas a que custo?

    LER MAIS
  • “As ideias de Yarvin e de outros são um absurdo, mas as prescrições liberais do mundo seguem linhas semelhantes". Entrevista com Carlos Fernández Liria

    LER MAIS
  • Antonio Banderas ao Papa: "Estou aqui hoje confessando ter sido vítima do feitiço de Deus"

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

05 Janeiro 2020

Desde 2008, o que está prestes a terminar foi o ano mais violento contra as comunidades indígenas do Brasil. É o que relata a Comissão Pastoral da Terra, organização ligada à Conferência Episcopal Brasileira.

A reportagem foi publicada por L'Osservatore Romano, 18/19-12-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Após o assassinato de sete índios em 2019, a Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e o Meio Ambiente (Copime), no estado brasileiro do Amazonas, solicitou às autoridades que iniciassem uma investigação. "Ainda não sabemos o motivo dessas mortes, estamos pressionando o poder público para obter explicações", afirmou Turí Sateré, coordenador da Copime. A justiça ignora esses crimes porque há "discriminação" contra os indígenas, declarou por sua vez no site da UOL o líder tribal José Augusto, da Comunidade de Nações Indígenas de Manaus.

A vítima mais recente foi Humberto Peixoto, da etnia Tuyuca, membro da Caritas da arquidiocese e assessor da associação de mulheres indígenas do Alto Rio Negro. Três dos sete assassinatos ocorreram no chamado "cemitério dos índios", um bairro criado pela ocupação de terrenos no norte de Manaus, uma região periférica onde também atua o narcotráfico.

Leia mais