Campanha dos jesuítas latino-americanos em vista do sínodo dos bispos. A medicina da proximidade

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08 Julho 2019

"Abraçar" o pulmão verde do planeta em perigo de extinção, sensibilizando as consciências "sobre as grandes questões da Amazônia, divulgar o trabalho dos jesuítas na grande região, ampliar redes de solidariedade que permitam recuperar fundos para sustentar todas essas atividades". Estes são os objetivos da campanha “Déjate Abrazar” (Deixe-se abraçar), promovida pelos jesuítas latino-americanos em vista do Sínodo dos Bispos para a Amazônia e apresentada nestes últimos dias em Lima durante um encontro público realizado na Universidade Antonio Ruiz de Montoya (Uarm).

A informação foi publicada por L'Osservatore Romano, 6/7-07-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Estiveram presentes no encontro, entre outros, Gilberto Alfredo Vizcarra Mori, vigário apostólico de Jaén no Perú, o padre Roberto Jaramillo, presidente da Conferência Provincial dos Jesuítas da América Latina (Cpal), o coordenador do Serviço Jesuíta na Pan-Amazônia (Sjpam Padre Alfredo Ferro, o reitor do Uarm e presidente da Rede de Universidades Jesuítas da América Latina, padre Ernesto Cavassa e a líder indígena Anitalia Pijachi, colaboradora da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam).

"A tarefa da Igreja na Amazônia é acompanhar as pessoas e permanecer perto delas, conhecer seus problemas e seus caminhos, sempre com um grande desejo de aprender", disse o monsenhor Vizcarra Mori. "Nunca devemos perder de vista o objetivo principal: o cuidado da casa comum - reiterou o padre Ferro - que é uma prioridade da Igreja e de toda a Companhia de Jesus".

Para isso, enfatizou padre Jaramillo, "a missão do Serviço Jesuíta Pan-amazônico é proteger a vida na Amazônia em todas as suas formas possíveis".

Uma terra, a amazônica, rica em cultura e recursos, mas sistematicamente ultrajada e que Anitalia Pijachi comparou a uma "mulher ferida", uma "mulher em agonia" que os jesuítas latino-americanos tentam curar com a medicina da proximidade e da assistência, promovendo os direitos das populações indígenas e suprindo suas necessidades em colaboração com as dioceses locais, como acontece através da Repam, uma plataforma eclesial de troca e apoio que pretende promover de maneira articulada a ação das Igrejas locais e regionais.

Um trabalho incansável que, como pode ser lido no site da campanha, acontece em diferentes cidades do vasto território, espalhadas pelo Brasil, Colômbia, Venezuela, Guiana, Peru e Bolívia, especialmente nas áreas de fronteira como o vicariato apostólico de Letícia, na Colômbia, o vicariato apostólico de San José del Amazonas, no Peru, e a diocese brasileira do Alto Solimões. E assim nasceram muitos projetos, ilustrados durante a conferência de apresentação da campanha, que vão desde o campo da educação até o social.

Em relação à educação, foram definidas estratégias de intervenção para fortalecer o sentido de pertencimento ao território no corpo docente, nos estudantes e nas comunidades que fazem parte da rede educacional jesuíta "Fé y Alegria", consolidando neles princípios e valores comum e colocando o diálogo e o intercâmbio cultural como o primeiro tijolo para o crescimento pessoal e respeito. E justamente ao respeito da dignidade humana destina-se um programa que objetiva reduzir os atos de violência, de exploração sexual e o tráfico de pessoas, com um processo que prevê o acolhimento e o acompanhamento das vítimas de abuso, também com a colaboração de entes e instituições estatais.

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