Alarm Phone: “Oitenta migrantes fugindo da Líbia desaparecidos após o naufrágio na costa da Tunísia”

A luta dos migrantes para tentar atravessar o mediterrâneo. Foto de 2016/Nações Unidas

Mais Lidos

  • A catolização de Jesus de Nazaré: uma febre que mata. Artigo de Daniel Luiz Medeiros

    LER MAIS
  • O Brasil que a República não quis construir. Entrevista com Ivanir dos Santos

    LER MAIS
  • A pesquisadora explora imagens artísticas sobre o colapso planetário que vivenciamos e oferece um panorama das questões associadas ao fenômeno do colapso ambiental global no qual estamos inseridos

    Imagens e imaginários do Antropoceno. Entrevista especial com Carolina Cunha

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

05 Julho 2019

Mais de 80 pessoas estariam desaparecidas depois que um naufrágio ocorrido ontem não muito longe da costa de Zarzis, na Tunísia. A informação é dada no Twitter e no Facebook pela organização que gerencia o serviço telefônico de solicitação de ajuda no Mediterrâneo e relata o testemunho de Chamseddine Marzoug, voluntário do Meia-lua vermelha tunisiana.

A informação foi publicada por La Repubblica, 04-07-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

"Apenas cinco pessoas sobreviveram, enquanto mais de 80 estão desaparecidas", afirmou Marzoug, que também confirmou a notícia à agência ANSA, acrescentando que o que teria afundado seria um bote que partiu da costa da Líbia. Segundo o voluntário, um dos sobreviventes acabou morrendo no hospital.

O alarme foi acionado na tarde da quarta-feira, depois que o SOS de um bote inflável em perigo na costa da Líbia foi ouvido, perto de Zawiya. Em seguida, perdeu-se o contato: "Não temos ideia do que aconteceu com o barco e com as pessoas a bordo - tinha escrito no Twitter a Alarm Phone. Esperamos que haja sobreviventes, mesmo que isso signifique estar de volta a um teatro de guerra".

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), há 82 desaparecidos, enquanto há apenas três sobreviventes, todos migrantes vindos do Mali. Na verdade, um dos quatro náufragos recolhidos no mar por um barco de pesca tunisiano e levados para Zarzis, morreu no hospital. Ele era da Costa do Marfim. Também para a IOM resulta que o bote havia partido da costa líbica de Zwara.

Leia mais