Nota de pesar: vá em paz, Jaúka

Thomaz Lisboa, ou Jaúka, como é chamado pelos Mÿky, segura a foto de seu grande amigo Vicente Cañas | Foto: Guilherme Cavalli/Cimi

Mais Lidos

  • Em vez de as transformações tecnológicas trazerem mais liberdade aos humanos, colocou-os em uma situação de precarização radical do trabalho e adoecimento psicológico

    Tecnofascismo: do rádio de pilha nazista às redes antissociais, a monstruosa transformação humana. Entrevista especial com Vinício Carrilho Martinez

    LER MAIS
  • A Espiritualidade do Advento. Artigo de Alvim Aran

    LER MAIS
  • Desatai o futuro! Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

26 Março 2019

"Incansável defensor dos povos indígenas, Jaúka entregou sua vida na defesa dos direitos territoriais destes povos", relembra nota publicada por Conselho Indigenista Missionário - CIMI, em memória de Thomaz de Aquino Lisboa, 22-03-2019. 

Eis a nota. 

Com um incomensurável vazio comunicamos a Páscoa, no dia 22 de março, de Thomaz de Aquino Lisboa, um dos fundadores do Conselho Indigenista Missionário.

Thomaz Lisboa, ou Jaúka, como é chamado pelos Mÿky, segura a foto de seu grande amigo Vicente Cañas
Foto: Guilherme Cavalli/Cimi

Jaúka, como é chamado entre os Myky, povo que o adotou desde a década de 1970, foi um dos precursores do processo de “encarnação” do indigenismo, quando abandonando os internatos, os missionários e missionárias mergulharam na vida e dinâmica dos povos.

Incansável defensor dos povos indígenas, Jaúka entregou sua vida na defesa dos direitos territoriais destes povos.

Que a família de Jaúka sinta-se abraçada por todos e todas nós.

Vá em paz Jaúka. Descanse seus joelhos cansados; celebre agora com seu grande amigo Vicente, com Dom Tomás, com Ezequiel, com Rodolfo, com Simão, com Ir. Cleuza e outras tantas e outros tantos a Páscoa dos que nos precederam no amor aos povos.

Encosta teu remo, aporta tua canoa nas margens do Papagaio ou do Juruena; põe teu xirete, pinta-te com o jenipapo e com o urucum e te adorna com os colares e brincos de tucum. Agora é festa. Já não há mais dor. Só o colo divino e aconchegante, cheirando a beiju e fumaça, na Grande Casa do Pai.

Conselho Indigenista Missionário – 22 de março de 2019

Leia mais