COP24. Parolin: a mudança climática não é uma questão meramente técnica, mas moral

Indústria em Cubatão/SP. Foto: Carlos Ebert | Flickr

Mais Lidos

  • Após uma catástrofe, existem três caminhos, explica um dos criadores do termo resiliência: continuar como antes, votar em um ditador que promete segurança ou evoluir e renascer

    “Não se pode debater com fanáticos como Trump. Se você não pensa como ele, você é um idiota”. Entrevista com Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra

    LER MAIS
  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS
  • Sobre a possibilidade de um golpe de Estado. Artigo de Jean Marc von der Weid

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

04 Dezembro 2018

“A mudança climática também é uma questão moral e não meramente técnica”. A afirmação é do secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, enviado do Papa Francisco à conferência COP24, que começou hoje [03 de dezembro] na cidade polonesa de Katowice, com o objetivo de desenvolver um programa de trabalho sobre o Acordo de Paris de 2015 e formular diretrizes, regras e mecanismos institucionais que facilitem a implementação deste acordo sobre o clima.

A reportagem é publicada por Vatican Insider, 03-12-2018. A tradução é de André Langer.

De acordo com a Santa Sé, o programa da luta contra o aquecimento global deve ter “fundamentos éticos” e atender a três objetivos: insistir em e respeitar a dignidade humana, reduzir e eliminar a pobreza e mitigar a mudança climática de forma responsável, recordou o cardeal Parolin. Ainda é possível “limitar” o aquecimento global, afirmou, mas é necessário fazê-lo com uma “clara e decidida vontade política” que promova o mais rápido possível o processo de transição para um modelo de desenvolvimento livre de tecnologias e comportamentos que influenciem na superprodução de gases de efeito estufa.

“Para que os problemas climáticos sejam éticos” é necessário que, além dos Estados, outros “atores ofereçam um impacto”, enfatizou o cardeal. “Não temos alternativas: devemos nos comprometer para poder trabalhar em prol da construção de uma casa comum”.

Em seu discurso, de acordo com o sítio Vatican News, Parolin recordou os passos que devem ser dados para alcançar esses objetivos, a saber: a promoção de modelos de consumo e produção sustentáveis, o reforço na prevenção da especulação e da corrupção, a plena e efetiva participação das populações locais, incluindo as populações indígenas, nos processos decisórios e de execução.

Além disso, acrescentou, uma correta implementação do Acordo de Paris será eficiente na medida em que mais e melhores oportunidades de trabalho forem oferecidas, tendo presente o respeito aos direitos humanos, a proteção social e a erradicação da pobreza, com particular atenção pelas pessoas mais vulneráveis às mudanças climáticas. Esta transição requer “formação, educação e solidariedade”, disse o cardeal, que espera uma ação rápida, em um contexto de ética, equidade e justiça social, além de decisões “justas e de longo prazo” que orientem investimentos financeiros e econômicos para setores que realmente incidam no futuro da humanidade.

Leia mais