Colômbia: mais quatro líderes sociais mortos no fim de semana

Mural em Bogotá em memória de lideranças sociais desaparecidos. Foto: Prensa Rural

Mais Lidos

  • Quatro grandes grupos não homogêneos se destacam no cenário interno. Entretanto, suas articulações nesse ambiente repressivo estão ainda mais impactadas frente ao conflito deflagrado por Israel e EUA, cuja reação iraniana foi subestimada

    Movimentos sociais no Irã: protagonismo na resistência à política imperialista mundial. Entrevista especial com Camila Hirt Munareto

    LER MAIS
  • A IA não é nem inteligente, nem artificial. Intenções humanas, extrativismo e o poder por trás das máquinas

    Parasita digital (IA): a pirataria dos saberes que destrói recursos naturais alimentada por grandes data centers. Entrevista especial com Miguel Nicolelis

    LER MAIS
  • A ameaça de Trump: "O Irã precisa aceitar o plano dos EUA ou eu o destruirei da noite para o dia"

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

10 Julho 2018

Progrediu ao longo do fim de semana a escalada de assassinatos de líderes sociais em várias partes da Colômbia. Sábado em Guacari (departamento de Valle del Cauca) foi assassinado Fernando Gómez, líderes da Associação mista indígenas e campesinaAsomic. Um episódio que provocou uma forte comoção, inclusive pelo apreço e respeito que Gómez tinha junto à população, em uma região caracterizada pela presença de grupos criminosos e traficantes de drogas.

A informação é publicada por SIR, 09-07-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Três outros líderes sociais foram mortos na sexta-feira em várias partes do país: em Ituango na Antioquia, a Chaparral em Tolima e em Cartagena del Chairá, no departamento de Caquetá. Inclusive nesses casos, as pessoas mortas estavam envolvidas em associações de camponeses e lutavam pela restituição das terras. Três outros líderes sociais foram mortos no começo da semana passada. Os números oficiais das autoridades judiciárias falam dos 30 líderes sociais já mortos em 2018 e 178 a partir de 2016, mas de acordo com a "Defensoría del Pueblo" desde 2016, as mortes já somam 311, cerca de uma centena só este ano. As manifestações da última sexta-feira em defesa dos líderes sociais foram realizadas em todo o país.

Diante desse massacre lento, mas constante, a Conferência Episcopal da Colômbia expressou toda a sua preocupação na última sexta-feira, em uma mensagem final da sua Assembleia plenária: "Expressamos novamente a nossa profunda consternação face às mortes de nossos irmãos e irmãs nos últimos dias; nós nos unimos à dor de suas famílias. Cada vida é sagrada e toda morte violenta é inaceitável".

Os bispos dirigem "um apelo à sociedade colombiana para manter a estabilidade dos territórios regionais e da democracia e para continuar avançando por caminhos que garantam a vida, a liberdade e a justiça. Pedimos às autoridades para elevar os níveis de proteção e os mecanismos estabelecidos pela lei para garantir a segurança das pessoas que sofrem ameaças".

De modo mais geral, sobre o caminho de paz a Conferência Episcopal da Colômbia destaca que "a paz é um bem que merece todos os nossos esforços. Nenhum colombiano pode eximir-se de participar para que sejam superados os problemas e as situações de conflito ainda existentes no país". Portanto, "convidamos a não abandonar no meio do caminho o esforço que o país tem feito pela paz e pela reconciliação", um caminho que "requer novas contribuições e novos horizontes, mas, acima de tudo, a coragem e o comprometimento de todos, para que, finalmente, a paz se trone uma realidade".

Na mensagem, os bispos colombianos também pedem ao novo presidente Iván Duque para ser garante da unidade do país e de promover, junto com todos os partidos e os grupos sociais tal objetivo. Outro grande objetivo para a Colômbia deve ser a luta contra a corrupção, vista como um verdadeiro "flagelo" que "incrementa a iniquidade, a ilegalidade, o tráfico de drogas, a pobreza e as várias formas de violência."

Leia mais