CEBs. Laboratório da Uel faz pesquisa sobre perfil e percepções de participantes do Intereclesial

Foto: CEBs do Brasil

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27 Janeiro 2018

Nada melhor do que se conhecer para poder avaliar as próprias ações e seguir em frente. Pois esse é o caminho que as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Brasil começaram a trilhar neste 14º Intereclesial, em Londrina (PR). É que hoje (quinta-feira, 25) foi o dia de aplicação de um questionário sobre o perfil e percepções dos participantes do encontro sobre religião, política e educação.

A informação dé de Gibran Luis Lachowski, publicada por CEBs do Brasil, 25-01-2018.

A iniciativa é desenvolvida pelo Laboratório de Estudos sobre as Religiões e Religiosidades, vinculado ao Centro de Letras e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O levantamento é uma parceria do laboratório com a coordenação geral do Intereclesial.

“Trabalhamos com as mais variadas matrizes religiosas, das africanas, passando pela Renovação Carismática, até a Teologia da Libertação, quando se trata de igreja católica”, explicou o professor doutor em Ciências Sociais Fábio Lanza, de 42 anos. No caso das CEBs, o docente expôs que a escolha ocorreu por sua expressão histórica e caráter de permanente luta em defesa da democracia.

“Pode ser uma forma de conhecer novos caminhos para reafirmar posições”, completou. Lanza conheceu as CEBs a partir de sua atuação na Pastoral da Juventude em Jales (SP), entre 1989 e 1994.

Foram feitos 3,2 mil questionários para os participantes do Intereclesial e o pesquisador trabalha com a previsão de uma taxa de devolução de dois mil questionários, em média. Hoje é o único dia de aplicação e reconhecimento dos dados. O agente da Pastoral da Criança Sebastião Sampaio de Souza, de 49 anos, que preencheu questionário um e pegou mais dois. “Vou levar para meu pároco e para o bispo da minha região. Achei muito interessante e acho que podemos aplicar lá também ”, informou.

Esse tipo de atitude demonstra a vontade das lideranças da base em produzindo conhecimento, observou o pesquisador. Junio de Souza Alves, de 37 anos, membro da coordenação colegiada das CEBs da prelazia de São Félix do Araguaia (MT), fez o mesmo que Sebastião. “Conhecer melhor o perfil dos integrantes das CEBs vai nos ajudar a realizar ações mais precisas”.

Os dados preliminares serão entregues às CEBs do Brasil em março e os consolidados até julho.

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