• Início
  • Sobre o IHU
    • Gênese, missão e rotas
    • Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros
    • Rede SJ-Cias
      • CCIAS
      • CEPAT
  • Programas
    • Observasinos
    • Teologia Pública
    • IHU Fronteiras
    • Repensando a Economia
    • Sociedade Sustentável
  • Notícias
    • Mais notícias
    • Entrevistas
    • Páginas especiais
    • Jornalismo Experimental
    • IHUCAST
  • Publicações
    • Mais publicações
    • Revista IHU On-Line
  • Eventos
  • Espiritualidade
    • Comentário do Evangelho
    • Ministério da palavra na voz das Mulheres
    • Orações Inter-Religiosas Ilustradas
    • Martirológio Latino-Americano
    • Sínodo Pan-Amazônico
    • Mulheres na Igreja
  • Contato
close
search
  • Início
  • Sobre o IHU
    • Gênese, missão e rotas
    • Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros
    • Rede SJ-Cias
      • CCIAS
      • CEPAT
  • Programas
    • Observasinos
    • Teologia Pública
    • IHU Fronteiras
    • Repensando a Economia
    • Sociedade Sustentável
  • Notícias
    • Mais notícias
    • Entrevistas
    • Páginas especiais
    • Jornalismo Experimental
    • IHUCAST
  • Publicações
    • Mais publicações
    • Revista IHU On-Line
  • Eventos
  • Espiritualidade
    • Comentário do Evangelho
    • Ministério da palavra na voz das Mulheres
    • Orações Inter-Religiosas Ilustradas
    • Martirológio Latino-Americano
    • Sínodo Pan-Amazônico
    • Mulheres na Igreja
  • Contato
search

##TWEET

Tweet

ANVISA proíbe o uso do agrotóxico paraquate; medida só valerá daqui 3 anos

Mais Lidos

  • As tensões surgiram pela primeira vez na véspera do conclave: o decano não mencionou Francisco na homilia e parabenizou Parolin no final

    LER MAIS
  • Esquerdas governamentais, conciliatórias e apaziguadoras reduziram-se a “salvar o capitalismo dele mesmo” e não conseguem canalizar inconformidade e indignação, tarefa que o fascismo desejado e reivindicado pelas massas tomou para si com sucesso

    A internacional fascista como modo de vida. Entrevista especial com Augusto Jobim do Amaral

    LER MAIS
  • Prevost, eleito Papa Leão XIV: o cardeal americano cosmopolita e tímido

    LER MAIS

Vídeos IHU

  • play_circle_outline

    MPVM - 3º domingo da Páscoa - Ano C - O Ressuscitado encoraja para a missão

close

FECHAR

Image

COMPARTILHAR

  • FACEBOOK

  • X

  • IMPRIMIR PDF

  • WHATSAPP

close CANCELAR

share

02 Outubro 2017

Neste mês, após 9 anos de análise, a ANVISA emitiu parecer sobre o paraquate (mais conhecido como gramoxone). Vai proibir seu uso no Brasil, daqui a três anos, porque agora reconhece que se trata de veneno mortal e sem antídotos, que é absorvido pela pele, pela respiração e, é claro, pela boca através dos alimentos produzidos com seu uso.

A informação é de Leonardo Melgarejo, doutor em Engenharia de Produção pela UFSC, integra a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida e é vice-presidente para a região sul da Associação Brasileira de Agroecologia, em artigo publicado por Brasil De Fato, 29-09-2017.

Reconhece assim, que nos melhores casos, o contato com o paraquate leva à morte em poucos dias. Nos piores, leva à fibrose pulmonar com morte lenta, por asfixia, ao mal de Parkinson, à deterioração no fígado, nos rins, nas células germinativas (espermatozoides e óvulos) e no sistema nervoso central. Reconhece também que suas moléculas passam pela placenta e alcançam os bebês, que nascerão deformados, ou mortos.

Por que a proibição só valerá daqui a três anos?

Para que as revendas possam colocar seus estoques e a Syngenta, empresa que fabrica o veneno, possa lutar contra esta decisão? Talvez. Afinal se trata de um grande negócio. Apenas em 2014 as lavouras brasileiras usaram quase 9 mil toneladas (ou nove milhões de litros de venenos) deste veneno, e isto deve ajudar a reunir apoios em defesa dos interesses envolvidos. E tudo indica que Syngenta não está só nesta luta.

As notícias mostram que ela conta com a bancada ruralista, com o poderoso Ministério da Agricultura, com vários professores doutores e até com as entrelinhas do relatório da Anvisa, que ao reconhecer a necessidade da proibição, coloca dúvidas sobre alguns estudos, afirmando que “não há evidências que o paraquate deixe resíduos nos alimentos”, e que devem ser levadas em consideração “novas evidências que excluam o potencial mutagênico do produto e garantam exposição negligenciável em todas etapas de contato com o produto”.

Com estas palavras, o relator do parecer da ANVISA trata de assegurar aos consumidores europeus, da soja e do milho brasileiro, que não estarão importando paraquate, como já importam 2,4D e glifosato, dentro dos “nossos” grãos transgênicos.

Também reforça argumentos do MAPA, que sugere que a culpa é das vítimas, que não tomam precauções para evitar o contato com o veneno. Todos argumentam que o uso adequado de equipamentos de proteção melhorados, e cursos para os aplicadores, resolveriam o problema das intoxicações. Afirmam que não é possível produzir sem venenos e que este veneno em especial não merece o preconceito que lhe querem imputar.

Portanto, estariam errados os legisladores, os técnicos e os cidadãos de todos os 27 países da Comunidade Econômica Europeia, da Bósnia-Herzegovina, do Kuwait, da Malasia, do Camboja, do Laos, dos Emirados Árabes, da Síria, da Coreia do Sul, da China e de El Salvador, além de mais pelo menos 10 países da África, onde o paraquate já é probido.

Devem acreditar, também, que nossos trabalhadores são mais guapos e mais fortes, não se deixam abater por qualquer veneno, e que suas mulheres e filhas não lavam as roupas contaminadas, e que os resíduos, nas embalagens, nos tanques, nas áreas de aplicação e lavagem, simplesmente somem sem deixar sequelas.

Na nossa perspectiva a única opção é a eliminação do produto, seu banimento de nosso território. Queremos que aqui, como na Grã-Bretanha onde ele é fabricado, ele não seja utilizado.

Estamos certos de que a sociedade precisa ser informada para se posicionar contra esta e tantas outras medidas que comprometem a saúde da população e do ambiente. Precisamos todos conhecer e apoiar o PL 6670/2016, que institui a Política Nacional de redução de Agrotóxicos. Para detalhes, ver a campanha Chega de Agrotóxicos.

Leia mais

  • Agrotóxicos. Remédio ou veneno? Uma discussão. Revista IHU On-Line, N° 296
  • MPF/RS e fórum de combate a agrotóxicos alertam para uso de herbicida paraquat
  • Proibidos, falsificados e perigosos, Os agrotóxicos são vendidos descontroladamente
  • Os agrotóxicos, o novo holocausto invisível
  • Debate sobre redução de agrotóxicos incomoda ruralistas
  • Syngenta faz greenwashing com morte de abelhas
  • Exposição prolongada a agrotóxicos pode causar câncer e mal de Parkinson, alerta Inca
  • MP que libera agrotóxicos “vai piorar o que já é ruim”, diz pesquisadora da Fiocruz
  • Agrotóxicos e doença de Parkinson: pesquisadores da UCLA desvelam mais provas da conexão
  • Agrotóxicos: o veneno que o Brasil ainda te incentiva a consumir

 


Notícias relacionadas

  • O impacto que está na mesa

    "Assim como existe uma rotulagem para os valores nutricionais, já há padrões estabelecidos para a rotulagem ambiental, só que [...]

    LER MAIS
  • Brasil, paraíso dos agrotóxicos

    "Tivesse o Brasil governo legítimo voltado ao desenvolvimento social e iniciativa privada menos rentista, quantos assentamentos e[...]

    LER MAIS
  • Ciberativismo: Não queremos mais venenos

    Brasileiras e brasileiros, Está em curso na Câmara Federal um projeto de lei que pode colocar ainda mais veneno na sua mesa. O [...]

    LER MAIS
  • Ministério Público Federal divulga nota de repúdio ao "PL do Veneno"

    A 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal divulgou ontem (17) nota de repúdio ao Projeto de Lei n[...]

    LER MAIS
  • Início
  • Sobre o IHU
    • Gênese, missão e rotas
    • Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros
    • Rede SJ-Cias
      • CCIAS
      • CEPAT
  • Programas
    • Observasinos
    • Teologia Pública
    • IHU Fronteiras
    • Repensando a Economia
    • Sociedade Sustentável
  • Notícias
    • Mais notícias
    • Entrevistas
    • Páginas especiais
    • Jornalismo Experimental
    • IHUCAST
  • Publicações
    • Mais publicações
    • Revista IHU On-Line
  • Eventos
  • Espiritualidade
    • Comentário do Evangelho
    • Ministério da palavra na voz das Mulheres
    • Orações Inter-Religiosas Ilustradas
    • Martirológio Latino-Americano
    • Sínodo Pan-Amazônico
    • Mulheres na Igreja
  • Contato

Av. Unisinos, 950 - São Leopoldo - RS
CEP 93.022-750
Fone: +55 51 3590-8213
humanitas@unisinos.br
Copyright © 2016 - IHU - Todos direitos reservados