Correa ameaça voltar ao Equador para convocar Constituinte e voltar à presidência

Foto: Andes/César Muñoz

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25 Setembro 2017

Ex-presidente rompeu com seu afilhado político, Lenín Moreno, eleito este ano para o Palácio de Carondelet, depois que o sucessor se afastou de suas políticas e passou a investigar aliados suspeitos de corrupção

A informação é publicada por O Estado de S. Paulo, 22-09-2017.

O ex-presidente do Equador Rafael Correa, que se retirou da política para um período de estudos na Bélgica, pretende retornar a seu país e promover uma Assembleia Constituinte para voltar ao poder. O ex-presidente rompeu com seu afilhado político, Lenín Moreno, eleito este ano para o Palácio de Carondelet, depois que o sucessor se afastou de suas políticas e passou a investigar aliados suspeitos de corrupção.

“Se continuarem destruindo o legado, vamos impulsionar uma Constituinte, e aí eu terei de voltar como candidato”, disse Correa em visita à Colômbia.

Correa deixou o Equador em julho e poucas semanas após sair do país começou a se desentender com Moreno, que distanciou-se do padrinho em temas como a economia, combate a corrupção e relações com a imprensa. Agora, o ex-presidente chama o sucessor, que foi seu vice-presidente de “traidor e medíocre”.

“Sempre soubemos que Moreno era uma pessoa sem convicção, mas não sabíamos que era tão desleal, mau e perverso”, disse.

A crise entre os ex-aliados ameaça fraturar o Alianza País – partido de esquerda criado por Correa para consolidar sua Revolução Cidadã. A situação se agravou com a decisão de Moreno de retirar as funções do vice-presidente Jorge Glas, muito próximo de Correa e envolvido em denúncias de corrupção. A Justiça deve determinar em breve se Glas será indiciado.

“Conheço Glas por toda minha vida, trabalhamos juntos e nunca roubou nem um centavo”, disse Correa, que afirmou que Moreno pretende prendê-lo se ele voltar ao Equador.

Moreno ainda não respondeu às afirmações do ex-presidente.

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