Paraguai. Cartes desiste da reeleição

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19 Abril 2017

O presidente do Paraguai, Horacio Cartes, desistiu de concorrer à reeleição, a qual estava forçando com uma reforma constitucional que provocou tensão política e social no país. Em um comunicado, Cartes disse que não concorrerá “em hipótese alguma” nas próximas eleições gerais de abril de 2018. A tentativa de restabelecer a reeleição presidencial provocou, no final de março, violentos protestos que deixaram um morto, cerca de 100 feridos e 211 detenções.

A reportagem é publicada por Página/12, 18-04-2017. A tradução é de André Langer.

O anúncio se dá às vésperas da chegada de Francisco Palmieri, subsecretário de Estado para Assuntos Hemisféricos dos Estados Unidos (nesta terça-feira), e do secretário-geral da OEA, Luis Almagro (na quinta-feira), presença que, segundo os analistas políticos, pretende intervir para restabelecer a institucionalidade no Paraguai. Tanto a OEA como a Embaixada de Washington em Assunção chamaram, nos primeiros dias de abril, para o diálogo e pediram que qualquer mudança em relação à reeleição fosse realizada em conformidade com a Constituição em vigor desde 1992, que proíbe a reeleição consecutiva e alternada.

A tentativa do governo de Cartes e de seu rival de esquerda, o ex-presidente Fernando Lugo (2008-2012, destituído após um julgamento político), para restabelecer a reeleição provocou o assalto e incêndio do prédio do Congresso em 31 de março passado e derivou na morte de um ativista do Partido Liberal, de oposição, pela polícia.

“A decisão do Presidente excluirá da agenda a questão da emenda”, vaticinou a senadora do Partido Colorado, no poder, Blanca Ovelar, dissidente do presidente Cartes. “Este assunto colocou o país de pernas para cima”, acrescentou a senadora. “Eu aprecio muitíssimo a decisão do Presidente da República. Ela servirá para pacificar os ânimos”, disse, por sua vez, o prefeito de Assunção, Mario Ferreiro, considerado um dos presidenciáveis para 2018.

No entanto, o porta-voz do Partido Colorado, Lilian Samaniego, disse que a cúpula do partido político decidiu não retirar o projeto de emenda.

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