“Mafiarsi” ou “spuzzare”: eis os novos “bergoglismos”

Mais Lidos

  • Jesuíta da comunidade da Terra Santa testemunha o significado da celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo em uma região que se tornou símbolo contemporâneo da barbárie e do esquecimento humano

    “Toda guerra militar é uma guerra contra Deus”. Entrevista especial com David Neuhaus

    LER MAIS
  • Cemaden alerta para risco de “desastre térmico” no Brasil com El Niño

    LER MAIS
  • A ressurreição no meio da uma Sexta-feira Santa prolongada. Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

14 Março 2017

Entre os aspectos imprevisíveis e novos da linguagem usada pelo Papa existem muitos neologismos. O verbo mais original criado por Bergoglio é "giocattolizzare" (‘joguetear’), com referência àquele que zomba, que ridiculariza uma coisa séria e importante como a religião; outro caso curioso é o verbo "nostalgiare" (‘saudosiar’) que significa "lamentar, sentir nostalgia", ou "mafiarsi" (‘mafiar-se’) para significar "comportar-se muito mal, como os mafiosos", e "schiaffare" (‘esbofetear’) para dizer "tratar mal, sem consideração".

O comentário é de Valeria Della Valle, publicado por Corriere della Sera, 13-03-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

Mas o Papa Francisco também inventou adjetivos e substantivos: de "memorioso" que é "cheio de memórias", referindo-se à oração, à "martalismo", para indicar o excesso de ativismo, a atitude daqueles iguais a Marta, a irmã de Lázaro, que se envolvia demais em mil atividades, mas acabava perdendo a coisa mais importante, ou seja, a palavra de Jesus. A palavra que tem despertado mais críticas é “spuzzare” (‘cheirar mal, feder’) usada em um discurso, na cidade de Nápoles, contra a corrupção: "A corrupção fede, a sociedade corrupta fede e um cristão que deixa que a corrupção o invada, não é um cristão, fede". Muitos comentaram que se trata de um erro. Mas, ao contrário, esse verbo existe na língua italiana: significa "emitir um mau cheiro, como o que vem de algo estragado, algo corrupto", e é usado não apenas na região do Piemonte (região de origem da família Bergoglio), mas também em vários dialetos do norte da Itália (em Milão, na Ligúria, no Vêneto). As novas palavras inventadas ou re-utilizadas pelo Papa são tantas que os estudiosos já lhe deram um nome: bergoglismos.

Leia mais