Registro Civil 2015: país contabiliza mais de 18 mil mortes violentas de mulheres

Imagem: Diário OnLine / reprodução

Mais Lidos

  • Trump enfrenta uma guerra mais longa do que o esperado no Irã, com problemas no fornecimento de munição e armas

    LER MAIS
  • “É fundamental não olharmos apenas para os casos que chocam pela brutalidade, mas também para as violências cotidianas que atingem mulheres e meninas, que muitas vezes são naturalizadas e invisibilizadas”, adverte a assistente social

    Combate à violência contra as mulheres: “Essa luta ainda é urgente”. Entrevista especial com Cristiani Gentil Ricordi

    LER MAIS
  • Operação Epstein: a guerra de Trump contra o Irã marca o fim do MAGA

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

26 Novembro 2016

No último ano, o Brasil registrou 18.115 óbitos de mulheres por causas violentas (acidentes de trânsito, afogamentos, suicídios, homicídios e quedas acidentais). Em relação à última década, as mortes de mulheres jovens, de 15 a 24 anos, aumentaram na maioria dos estados das regiões Norte e Nordeste e diminuíram no Sul, Sudeste e na maior parte do Centro-Oeste. É o que revela a pesquisa “Estatísticas do Registro Civil 2015”, divulgada nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

A reportagem é de Géssica Brandino, publicada por Agência Patrícia Galvão, 24-11-2016.

Clique para fazer download do estudo
Clique para acessar as tabelas com a íntegra dos dados

O estudo é resultado da coleta das informações prestadas pelos cartórios de registro civil de pessoas naturais, varas de família, foros ou varas cíveis e tabelionatos de notas de todo o país. Em 2015, foram 2.668 mortes femininas violentas na faixa de 15 a 24 anos. Na análise comparativa em relação a 2005, os dados mostram que em 14 estados houve redução de óbitos. As maiores quedas foram registradas no Acre (-50%), Amapá (-42,9%), Rio de Janeiro (-40,8%), Espírito Santo (-37,1%) e São Paulo (-32,7%).

Os índices de mortes violentas de mulheres no Acre e Amapá, entretanto, são exceções na região Norte do país. No Amazonas, por exemplo, foi registrada a maior expansão de mortes violentas na população feminina (171,4%). Este foi o único estado onde o aumento dos óbitos femininos superou os 100%, tendo crescido mais em comparação à variação masculina no período analisado.

Na região Nordeste, assim como no Norte, apenas dois estados apresentaram diminuição nos índices: Pernambuco (-28,8%) e Paraíba (-3,1%). Os estados que registraram os maiores aumentos foram Sergipe (85,7%), Piauí (71,4%) e Ceará (73,2%). No Centro-Oeste, o Mato Grosso foi o único estado que não apresentou redução, mas um aumento de 4,9% nos óbitos femininos.

Leia mais