Franklin Graham defende a guerra justa. Artigo de Edelberto Behs

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07 Abril 2026

"Em outra celebração pascal, pregadores evangélicos mais ferrenhos ficaram escandalizados com a interpretação que a televangelista Paula White-Cain, lotada no Escritório de Assuntos Religiosos da Casa Branca e conselheira espiritual de Donald Trump, que comparou, no almoço de Páscoa, o presidente dos Estados Unidos a Jesus Cristo." escreve Edelberto Behs, jornalista.

Eis o artigo.

O papa Leão XIV, mencionando o rei Davi, disse, no Domingo de Ramos, que Deus “não ouve as orações dos que fazem guerra, mas as rejeita”, segundo Isaías 1,15. Instigado pelo apresentador do programa “Piers Morgan Uncesored”, o evangelista Franklin Graham respondeu que “Deus concedeu grande graça e grande sabedoria a Davi todas as vezes que ele ia para a batalha”. Disse que existem guerras justas e culpou o Irã pela morte de cerca de 70 mil palestinos em Gaza desde outubro de 2023.

“Bem, ele não rejeitou as orações de Davi, disso tenho certeza”, declarou. “Sabe, Davi, o rei Davi, orou para que Deus lhe ensinasse a lutar contra seus inimigos. Sabemos que Deus toma partido na história, certamente no que diz respeito à história bíblica”. O estabelecimento de Israel em 1948 foi “o cumprimento de uma profecia”, embora “isso não signifique que o governo de Israel esteja fazendo a obra de Deus ou algo do tipo”, pois trata-se de um governo laico, e a maioria que o integra não acredita em Deus.

Outro participante do programa de Morgan, o ex-presidente do Knesset, Avraham Burg, que chegou a ser presidente interino de Israel em 2000, afirmou que Graham estava aplicando de forma errada a história do rei Davi. “Não tolero superficialidade”, contestou. “O rei Davi, sim, era um guerreiro, mas explicitamente na Bíblia não foi lhe foi permitido construir o templo para o bom Deus porque, como disse o profeta ‘suas mãos estão cheias de sangue’”. Este é o verdadeiro rei Davi, “não todas essas imagens dele da Disneylândia”.

Em outra celebração pascal, pregadores evangélicos mais ferrenhos ficaram escandalizados com a interpretação que a televangelista Paula White-Cain, lotada no Escritório de Assuntos Religiosos da Casa Branca e conselheira espiritual de Donald Trump, que comparou, no almoço de Páscoa, o presidente dos Estados Unidos a Jesus Cristo. “Deus sempre teve um plano. No terceiro dia, Ele ressuscitou, derrotou o mal, venceu a morte, o inferno e a sepultura. E porque Ele ressuscitou, todos nós sabemos que podemos ressuscitar. E, senhor, por causa da Sua ressureição, o senhor ressuscitou Porque Ele foi vitorioso, o senhor foi vitorioso”.

White-Cain lembrou que Jesus ensinou muitas lições através de Sua morte, sepultamento e ressurreição. “Ele nos mostrou que grande liderança e grande transformação exigem grandes sacrifícios. E, senhor presidente, ninguém pagou o preço como o senhor pagou. Quase lhe custou a vida”, apontou.

Os comentários da principal conselheira espiritual de Trump, informou o portal conservador The Christian Post, provocaram reações extremamente negativas, incluindo cristãos, “alguns dos quais os consideraram uma tentativa sacrílega de elevar Trump à condição de figura messiânica e, ao mesmo tempo, de politizar a Páscoa”.

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