Grande imã da Azhar nomeia reitor em exercício para a Universidade de Al-Azhar

Universidade de Al-Azhar. | Foto por: Tentoila, Wikipédia.

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09 Mai 2017

Ex-reitor da Universidade de Al-Azhar, Ahmed Hosny, renunciou quinta-feira após comentários feitos sobre o pesquisador islâmico Islam El-Behery.

A reportagem é publicada por Ahram Online, 07-0-2017.  A tradução é de Isaque Gomes Correa.

O Grande Imã do Egito Ahmed El-Tayeb nomeou Mohamed Hussein El-Mahrsawy, decano da faculdade árabe, como reitor em exercício da Universidade de Al-Azhar, a partir de sábado, após renúncia de Ahmed Hosny, quem atiçou uma polêmica no país ao tecer comentários sobre o pesquisador islâmico Islam El-Behery.

Fontes na Universidade de Al-Azhar explicaram à agência noticiosa MENA que Hosny renunciou na quinta-feira depois de ser criticado por ter descrito El-Behery como um apóstata. El-Behery é conhecido por suas interpretações polêmicas da jurisprudência islâmica e propõe uma “renovação do discurso religioso”.

Na quarta-feira, Hosny havia emitido um pedido de desculpas dizendo que as opiniões que manifestou publicamente sobre El-Behery eram pessoais e não representavam a posição oficial da Al-Azhar, enfatizando acreditar que muçulmano algum pode ser considerado apóstata a menos que renuncie o Islã.

No pedido de desculpas, Hosny afirma acreditar que somente o judiciário tem o direito a decidir sobre os atos das pessoas.

Fontes na Al-Azhar salientaram à MENA que a Al-Azhar, o mais importante centro de ensino do Islã sunita, é uma instituição moderada que rejeita ações feitas por qualquer um de seus membros que violem as posições institucionais oficiais.

A Al-Azhar tem rejeitado pedidos para declarar como infiéis certos muçulmanos, desde que publicamente assumam princípios básicos da religião, apesar da condenação dos atos cometidos por alguns.

Em seu programa de TV no canal Al-Qahera wa Al-Nas, El-Behery atiçou uma polêmica nos últimos anos ao criticar a confiança de alguns estudiosos sunitas em certas fontes historiográficas relativas ao Profeta Maomé, que, segundo ele, não são críveis.

A Al-Azhar, que tem evitado apresentar ações judiciais contra os críticos, exigiu que as autoridades na imprensa suspendessem o programa de El-Behery, acusando-o de conduzir uma “campanha feroz” contra os fundamentos do Islã.

Após ações judiciais contra El-Behery perpetradas por cidadãos particulares, o pesquisador islâmico foi sentenciado a um ano na prisão em dezembro de 2015 por “desprezo da religião” tendo relação com o conteúdo de seu agora suspendido programa televisivo, mas foi perdoado com um decreto presidencial um mês antes de a sua sentença terminar em novembro de 2016.

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