Arcebispo de Bangui será criado cardeal na presença do imã e do pastor evangélico do país

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16 Novembro 2016

O arcebispo de Bangui, Dom Dieudonné Nzapalainga, no consistório doi próximo dia 19 de novembro, no Vaticano, onde será criado cardeal pelo Papa Francisco, estará acompanhado pelo imã e pelo pastor evangélico da capital da República Centro-Africana. É o que soube o enviado do canal TV2000, Maurizio Di Schino, durante a cerimônia de encerramento do Jubileu da Misericórdia.

A reportagem é do sítio do canal TV2000, 14-11-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Bangui, rebatizada como a capital espiritual do mundo, tornou-se um dos símbolos do Ano Santo com a abertura por parte do Papa Francisco da primeira Porta Santa, no último dia 29 de novembro.

Dom Nzapalainga, o imã e o pastor evangélico formam uma verdadeira plataforma inter-religiosa em Bangui. Três "amigos da paz", que estão lutando juntos para trazer o país de volta à normalidade.

Por isso, o arcebispo quis com força que os seus dois "amigos" o acompanhassem no próximo sábado ao Vaticano. O imã e o pastor evangélico estiveram presentes, nesse domingo, na missa de encerramento do Ano Santo.

Durante a homilia, o arcebispo destacou que "quem faz o mal não herdará a vida. Muitos justos morreram, e o seu sangue não é em vão. Essas pessoas são os anjos da guarda da República Centro-Africana e estão intercedendo por nós junto de Deus".

"Cada um de nós – continuou o arcebispo – deve ser mediador de paz e portador de perdão e misericórdia." As pessoas presentes acolheram essas palavras com um grande aplauso.

"Eu estou aqui há muitos anos – disse o missionário carmelita padre Federico Trinchero aos microfones da TV2000 – mas eu nunca tinha visto uma missa assim. Revivemos a mesma alegria da visita do papa. O bispo estava realmente em forma, eu diria até desencadeado. Ele fez uma homilia bonita e concreta, falando ao coração dos centro-africanos. Ele pediu para parar essa guerra e que o fruto do Jubileu seja a paz. Ele fez com que os fiéis cantassem e dançassem, e também o primeiro-ministro centro-africano e os representantes muçulmanos sentados nos primeiros bancos. O arcebispo é um verdadeiro leão: a metáfora não me parece exagerada. A homilia e o seu modo de celebrar a missa foram um verdadeiro rugido que aqueceu os ânimos. Ele não teve medo de dizer quais são os problemas reais do país. Foi muito concreto e reiterou que só a coragem de perdoar pode ajudar o país a sair da guerra."

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