Arturo Sosa anima a “buscar alternativas para superar a pobreza, a desigualdade e a opressão”

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16 Outubro 2016

Na tarde da sexta-feira, 14 de outubro, os membros da congregação geral tomaram um merecido descanso após a eleição. Na manhã do sábado, reuniram-se na igreja do Gesù, pela segunda vez em duas semanas. Neste caso, para celebrar com alegria uma eucaristia de ação de graças com o Pe. Arturo Sosa, que, pela primeira vez como geral da Companhia de Jesus, teve a oportunidade de dar sua mensagem espiritual inspirado na Escritura. Em sua breve homilia, o Pe. Sosa tocou diversos pontos.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 15-10-2016. A tradução é de André Langer.

Começou repetindo as palavras do dominicano Bruno Cadoré que na missa de abertura da congregação nos convidou para cultivar a atitude da “audácia do improvável” para ser testemunhas da fé no mundo atual.

Na sequência, centrou-se no cuidado do corpo apostólico da Companhia, citando as palavras de Inácio: “a Companhia de Jesus, que não foi instituída por meios humanos, também por eles não pode se manter, nem se desenvolver, mas apenas pela mão onipotente de Cristo, Deus e Senhor Nosso. Só nele devemos colocar a esperança”.

E então recordou que o cuidado do corpo da Companhia está “estreitamente ligado à profundidade da vida espiritual de cada um dos seus membros e das comunidades nas quais compartilhamos a vida e a missão”. Depois, o Pe. Sosa convidou os jesuítas para cultivar uma ativa vida espiritual, mas sem esquecer que “ao mesmo tempo, é necessária uma extraordinária profundidade intelectual para pensar criativamente sobre as formas em que o nosso serviço à missão de Jesus Cristo pode ser mais eficaz, na tensão criativa própria do magis inaciano”.

O cultivo da interioridade é necessário para permanecer conectado com o mundo intelectual, “para entender em profundidade o momento que estamos vivendo na história humana e contribuir para a busca de alternativas para superar a pobreza, a desigualdade e a opressão. Também não devemos parar de aprofundar as questões relativas à teologia e à compreensão da fé que pedimos ao Senhor que aumente em nós”.

Outro grande tema de fundo foi a justiça. O novo Geral deixou bem claro que “queremos contribuir para o que parece impossível hoje em dia: uma humanidade reconciliada na justiça, vivendo em paz em uma casa bem cuidada, onde há espaço para todos, já que nos reconhecemos irmãos e irmãs, filhos e filhas de um mesmo e único Pai”.

O Pe. Sosa centrou-se, em seguida, no tema da colaboração com os outros: “Queremos colaborar generosamente com outros, dentro e fora da Igreja, na consciência que surge da experiência de Deus que leva à missão de Cristo Jesus, que não pertence a nós em regime de exclusividade, mas que compartilhamos com muitos homens e mulheres consagrados ao serviço dos demais”.

Finalmente, o novo Padre Geral relacionou a colaboração com as vocações à Companhia: “Em nosso trabalho de colaboração com a graça de Deus, também vamos encontrar novos companheiros que aumentam o número, sempre um mínimo por maior que seja, dos convidados a fazer parte deste corpo apostólico. Não há dúvida sobre a necessidade de aumentar a nossa oração e o nosso trabalho pelas vocações à Companhia e de continuar com o complexo desafio de oferecer uma formação complexa que nos converta em verdadeiros jesuítas membros deste corpo universal chamado a defender a riqueza da interculturalidade como um rosto de uma humanidade criada à imagem e semelhança de Deus”.

Ao final da eucaristia, o Padre Geral dirigiu-se ao túmulo de Inácio onde venerou suas relíquias e, antes de dirigir-se à sacristia, desviou-se para rezar diante do túmulo do Padre Arrupe.

A íntegra da homilia, em italiano, pode ser acessada aqui.

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