Assassinada a líder ambientalista nas Filipinas

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11 Julho 2016

Uma ambientalista filipina que lutava contra a contaminação atmosférica de sua cidade, provocada por um depósito de carvão, foi assassinada na ilha de Bataan. Refere-o o site ambientalista Mongabay. Gloria Capitan se encontrava num bar em Mariveles quando dois homens entraram no local e dispararam contra ela três tiros de pistola, matando-a de imediato. Seu neto de oito anos ficou ferido num braço por uma bala perdida. Capitan guiava um comitê de cidadãos de Mariveles que lutam há tempo contra a contaminação provocada por um depósito de carvão a céu aberto.

A informação é publicada por L’Osservatore Romano, 09-07-2016. A tradução é de Benno Dischinger.

Segundo uma pesquisa publicada recentemente pela Ong Global Witness, as Filipinas são, com o Brasil, um dos Estados mais perigosos para os ambientalistas. De 185 ambientalistas assassinados em todo o mundo em 2015, 33 viviam nas Filipinas. “Se isto é uma mensagem para fazer calar outros ativistas anti-carbono como ela, então se enganam grosseiramente”, comentou um dirigente do Movimento filipino pela justiça climática.