Aquecimento global já impacta clima e biodiversidade brasileira

Mais Lidos

  • Após uma catástrofe, existem três caminhos, explica um dos criadores do termo resiliência: continuar como antes, votar em um ditador que promete segurança ou evoluir e renascer

    “Não se pode debater com fanáticos como Trump. Se você não pensa como ele, você é um idiota”. Entrevista com Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra

    LER MAIS
  • Sobre a possibilidade de um golpe de Estado. Artigo de Jean Marc von der Weid

    LER MAIS
  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

28 Fevereiro 2007

Se o mar subir 10 centímetros na Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, os 1.300 moradores da pequena Ilha dos Marinheiros, que vivem da pesca e da agricultura, perderão 4,2% de sua área de cultivo. Se o aquecimento global for mais inclemente, e o nível das águas subir 50 centímetros, a inundação alcançaria 30% das áreas com matas nativas na região; e se o quadro tiver tons mais dramáticos, com as águas subindo 1 metro, a ilhota perde 58% de sua área agrícola. Os 284 hectares debaixo d" água significariam uma perda anual de R$ 780 mil, por hectare.

A Ilha dos Marinheiros pode sumir do mapa como conseqüência da elevação dos níveis dos oceanos puxada pelo aumento da temperatura no planeta. O caso é emblemático: é só imaginar o potencial negativo dos impactos do aquecimento global sobre a costa brasileira, onde vivem 42 milhões de pessoas, 25% da população do país. Hoje, o que já se observou, é uma tendência de aumento do nível do mar de quatro milímetros ao ano; no Recife, a linha costeira retrocedeu 80 metros de 1915 a 1950, e mais de 25 metros em apenas 10 anos, de 1985 a 1995. Em projeções sombrias, se o oceano subir dois metros, um terço da Ilha de Marajó desaparece. Cidades como o Rio de Janeiro são muito vulneráveis.

(cfr.notícia do dia 28/02/07, desta página).