A comissão de abusos da Igreja belga pede sanções econômicas

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25 Abril 2011

A presidência da comissão parlamentar contra os abusos a menores na Bélgica, a socialista Karine Lalieux, se mostrou favorável à aplicação de sanções econômicas à Igreja católica pelas centenas de casos de pederastia, segundo declarou à agência Belga.

A reportagem é da Agência Efe, 25-04-2011. A tradução é do Cepat.

Lalieux considera que, dado que as indenizações que um tribunal arbitral possa impor "demorariam pelo menos um ano", "deveriam ter-se em conta outras medidas, como sanções econômicas", com a finalidade de que a Igreja católica belga "comece a ressarcir as vítimas o mais cedo possível", assinalou.

No próximo dia 07 de maio, a comissão apresentará no parlamento belga um conjunto de medidas de apoio às vítimas e condenação dos agressores, explicou a presidenta Lalieux.

A pederastia por parte de religiosos ocupou nesta Semana Santa a primeira página da imprensa belga depois que, há 10 dias, o ex-bispo de Brujas se confessara autor de abusos a um sobrinho.

Roger Vangheluwe, dando detalhes escabrosos, reconheceu diretamente à TV flamenca seus "jogos íntimos" com o menor, um episódio sobre o qual a cúpula da Igreja belga não pediu perdão explicitamente.

Após a confissão, o chefe da Igreja católica belga, Monsenhor Léonard, se limitou a assinalar que Vangheluwe já foi castigado há um ano e foi destituído como bispo de Bruges devido ao caso.

A destituição de Vangheluwe deu início a uma série de denúncias de abusos sexuais por parte de ex-alunos de internatos religiosos em toda a Bélgica.

A Igreja católica criou então uma comissão investigadora cujo relatório, apresentado em setembro de 2010, constatou as denúncias de 450 vítimas de abusos e o suicídio de 13 delas, o que causou uma nova comoção nacional.