"Sociedade pagará o preço", diz Sindipolo sobre monopólio da Braskem

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19 Janeiro 2011

As queixas da indústria plástica brasileira sobre a definição de preços das resinas a partir do monopólio da Braskem ratificam as preocupações e as denúncias feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas de Triunfo/RS (Sindpolo), à época da incorporação da Copesul, Ipiranga Petroquímica e Petroquímica Triunfo pela empresa do grupo Odebrecht. "Além das demissões, sinalizamos que o monopólio da primeira geração da petroquímica nas mãos da Braskem, especialmente pela conhecida e desenfreada ganância e agressividade do grupo Odebrecht, traria prejuízos para os demais segmentos da cadeia petroquímica", lembra Carlos Eitor Rodrigues, presidente do Sindicato.

A notícia é do Sindipolo, 19-01-2011.

Segundo ele, em diversas manifestações, entrevistas e audiências públicas, os trabalhadores questionaram o governo federal por ter entregue o setor para a Braskem e alertaram para esta situação. "Nossa luta nunca foi corporativa apenas. Antecipamos esta cenário em diversas ocasiões", acrescentou.

Para Eitor, a Braskem vai continuar impondo os preços que bem entender para as resinas polietileno e polipropileno, hoje 100% produzidos pela Braskem no país. "O pior neste cenário é que, conforme anunciávamos, quem vai pagar a conta da ganância da Braskem é o consumidor final, a sociedade como um todo. Os setores empresariais da terceira geração vão "chiar", mas no final a Braskem não vai reduzir os seus preços que serão repassados para o produto final, na ponta de cadeia petroquímica", destaca o dirigente.

Demissões

Eitor destaca, ainda, que este não é o único prejuízo. Ele relata que houve redução de cerca de 20% do número de trabalhadores no Polo desde quando a Braskem assumiu a maioria das empresas. Somente na Braskem foram demitidos cerca de 600 trabalhadores. "Embora tenham havidos algumas contratações, não chegamos nem perto de, no mínimo, manter o número de postos de trabalho que havia antes da Braskem", contabiliza Eitor.

Ele acrescenta, que soma-se a redução de pessoal, as tentativas de retirar direitos, rebaixar o Acordo Coletivo e atacar o plano de previdência complementar dos trabalhadores (Plano Petros). "Esse foi o resultado da "comemorada" troca de ativos", finaliza.