Suzano Papel e Celulose faz frente à concorrência estrangeira

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

03 Janeiro 2011

A Suzano Papel e Celulose deu um passo no projeto de se tornar consolidadora do mercado de papel na América Latina, ao assumir a totalidade do Conpacel (Consórcio Paulista de Papel e Celulose), a antiga Ripasa. A companhia, que já detinha metade do consórcio, pagou R$ 1,45 bilhão pelos 50% da Fibria - empresa resultante da fusão entre Votorantim Celulose e Papel e Aracruz no Conpacel.

A reportagem é do jornal Folha de S.Paulo, 23-12-2010.

Suzano e a então VCP eram sócias no consórcio desde 2005, quando fizeram uma oferta pela Ripasa para frear o avanço de estrangeiros - a sueco-finlandesa Stora Enso e a norte-americana International Paper também tinham interesse nos ativos.

Agora, a Suzano mais uma vez se posiciona contra a concorrência estrangeira. "O mercado de papel é muito competitivo e esse ganho de escala vai aumentar nossa capacidade de disputá-lo com a IP, que é um player mundial e dá prioridade ao Brasil", diz Antonio Maciel Neto, presidente da Suzano.

Líder global na produção de papel, a IP planeja expandir sua fábrica em Três Lagoas (MS) e quer entrar no mercado de embalagens no país - mas ainda não definiu um prazo para as ações.

A fábrica do Conpacel, localizada em Limeira (interior de São Paulo), tem capacidade para produzir 390 mil toneladas de papel e 650 mil toneladas de celulose por ano. A aquisição também abrange ativos florestais, cada vez mais valorizados no mercado. No total, o Conpacel tem 71 mil hectares de plantio, sendo 53 mil hectares em oito áreas próprias e 18 mil hectares arrendados.

Por mais R$ 50 milhões, a Suzano levou ainda a distribuidora de papel KSR. A empresa usará recursos em caixa para pagar R$ 1,5 bilhão à Fibria, que deve usá-lo para reduzir sua dívida. A Fibria informou que pretende concentrar esforços no negócio de celulose. Pelo desinteresse da empresa em papel, a venda do Conpacel para a Suzano já era esperada.

Na segunda-feira, o BNDES liberou um financiamento de R$ 2,7 bilhões para a Suzano, para a construção de uma fábrica no Maranhão. Segundo Maciel, no entanto, a aquisição do Conpacel não tem relação com esse crédito. "Se não tivéssemos estruturado financeiramente a operação no Maranhão, teríamos de esperar para comprar o Conpacel", disse.

O BNDES detém cerca de 4% do capital total da Suzano, mas pode aumentar a fatia para 10% caso opte por converter em ações debêntures que serão emitidas pela empresa, no valor de R$ 1,2 bilhão, previstas na transação com o banco.