Para o governo, momento é da energia eólica

Mais Lidos

  • Duas antropologias em oposição pressupostas na IA. Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS
  • “Dados indicam que a Amazônia se aproxima cada vez mais de um ponto de não retorno, principalmente como resultado da combinação entre o desmatamento acumulado no sistema, as mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global e os vários fatores de degradação florestal”, afirma o pesquisador

    Capacidade de recuperação da Amazônia é limitada: centro do mundo encontra-se ameaçado por práticas predatórias e ilegais. Entrevista especial com Bernardo Flores

    LER MAIS
  • Ecofeminismo: corpo, religião e educação na cidade. Entrevista com Ivone Gebara

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

07 Novembro 2012

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, diz que a abundância de fontes renováveis no Brasil é uma grande vantagem e que, por isso, o País tem condição de usar as mais baratas primeiro. "Agora é o momento da eólica. Amanhã vai ser o da solar. O preço vai cair e ela vai entrar, não tenho dúvida, mas vamos fazer no momento certo", afirma. "É só uma questão de tempo." Tolmasquim lembra que o preço dos painéis fotovoltaicos caiu mais de 50% desde 2006 e diz que hoje ainda não há como apostar nessa alternativa. Ele admite, no entanto, a possibilidade de rever o plano decenal se houver "queda mais expressiva" nos próximos 5 anos. "Hoje ela é quatro vezes mais cara que a eólica. Vamos esperar ficar mais competitiva. O Brasil tem essa possibilidade, que outros países não têm, de ter outras alternativas."

A reportagem é de Felipe Werneck e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 07-11-2012.

O presidente da EPE rebate os críticos que classificam a política energética de conservadora afirmando que a eólica se desenvolveu graças a medidas do governo. "Tudo foi feito a seu tempo." O Brasil está em 20.º no mundo em capacidade instalada e vai atingir a 10.ª posição no ano que vem, diz ele. O objetivo é ampliar a capacidade de geração eólica no País em 12 mil MW até 2021, o que representaria um pulo de 1% para 9% da matriz.

Segundo a Agência Internacional de Energia, a capacidade instalada de geração solar mundial em 2010 era de quase 35 mil MW. Naquele ano, cerca de 90% da capacidade instalada em geração solar fotovoltaica se concentrava em apenas cinco países: Alemanha (50%), Itália (11%), Japão (10%), Espanha (10%) e Estados Unidos (7%). Dez anos antes, somente três países (EUA, Japão e Alemanha) tinham participação individual relevante na instalação desses sistemas. Em 2011, o mundo acrescentou 30 GW de potência solar instalada, atingindo quase 70 GW.

Segundo o engenheiro Tasso Azevedo, projeções indicam que a capacidade instalada de geração solar no mundo em 2016 deve ficar entre 207 e 342 GW. O estudo da EPE mostra que a Região Nordeste apresenta os maiores valores de irradiação solar global.