“O turbocapitalismo fracassou”, afirma Stefano Zamagni

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Por: André | 11 Novembro 2013

Stefano Zamagni (foto), professor de Economia Política da Universidade de Bolonha e da John Hopkins e estreito colaborador dos Papas João Paulo II e Bento XVI, foi um dos protagonistas da jornada de encerramento do Simpósio Unijes de Pensamento Social Cristãoque se realizou no Campus de Sevilha-Palmas Altas da Universidade Loyola Andaluzia.

 
Fonte: http://bit.ly/17okObb  

A reportagem é de Nuria Gordillo Ramírez e está publicada no sítio Religión Digital, 08-11-2013. A tradução é de André Langer.

Para Zamagni, um dos máximos expoentes da corrente de pensamento conhecida como Economia Civil, a crise econômica internacional “demonstrou que economia, política e ética são três esferas que não podem agir separadamente, mas que devem estabelecer um diálogo contínuo pela busca do bem comum”. Um bem comum que quis diferenciar do “bem total que persegue a economia política e que é capaz de sacrificar o menos eficiente em benefício do resto”.

Neste sentido, apostou na construção de um modelo econômico que “considere o interesse geral, que valorize a ideia de comunidade, que adapte o processo produtivo à pessoa e que persiga o bem da sociedade e o desenvolvimento humano integral”.

Assim mesmo, explicou porque no último quartel do século XX se está olhando novamente para a Economia Civil. A razão está em que, para Zamagni, a crise evidenciou que o turbocapitalismo fracassou, que a competência posicional que pretende eliminar o adversário, monopolística e oligarquicamente não funciona, e que a felicidade não vai unida ao utilitarismo.

O simpósio, realizado no Campus Sevilha durante os dias 7 e 8 de novembro, congregou numerosos especialistas de toda a Espanha em matéria de análise econômica, social e política para analisar a contribuição do Pensamento Social Cristão nestes convulsivos anos de crise econômica.

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