“Que não se baixe a guarda diante do antissemitismo e o racismo”, pede Francisco

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Por: Jonas | 17 Outubro 2013

Francisco afirmou que é necessário ter sempre presente o destino, a dor e o desespero dos judeus deportados para não esquecer, numa mensagem enviada por ocasião da celebração do 70º aniversário do envio dos judeus de Roma aos campos de concentração.

A reportagem é publicada no sítio Religión Digital, 16-10-2013. A tradução é do Cepat.

“É nosso dever sempre ter presente diante de nós o destino daqueles deportados, perceber seu medo, sua dor, seu desespero, para não esquecê-los, para mantê-los vivos em nossa memória e em nossas orações”, escreveu o Papa.

A mensagem do Pontífice argentino foi lida, hoje, na sinagoga de Roma por ocasião da celebração da deportação, do dia 13 de outubro de 1943, de cerca de 1.000 judeus romanos para o campo de concentração de Auschwitz, do qual retornaram apenas 16 pessoas.

Relembrar a deportação dos judeus romanos, acrescenta a mensagem do Papa, significa criar “uma memória, um chamado às novas gerações para que não se deixem arrastar pelas ideologias e não se baixe a guarda diante do antissemitismo e o racismo”.

Hoje, o Papa também recebeu Enzo Camerino, um dos 16 judeus que sobreviveram aos campos de concentração e que pôde retornar para casa, num “comovedor encontro”, segundo informou o presidente da Comunidade de Santo Egídio, Marco Impagliazzo.