Um Papa que gasta “demais” em chamadas telefônicas

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26 Agosto 2013

O bispo de Santo Isidro, Argentinda, Oscar Vicente Ojea, revelou que o Papa Francisco reconhece que gasta “bastante” em chamadas telefônicas, estranha os que trabalham com ele e tem dificuldades com os idiomas.

A reportagem é de José Manuel Vidal e publicada por Religión Digital, 24-08-2013.

Foi ao detalhar sua recenté visita ao Papa, quando celebrou missas somente com o excardeal Jorge Bergoglio, compartilhou refeições, conversou sobre os conhecidos deixados na Argentina e intercambiou pareceres sobre a realidade da Igreja na Argentina e no mundo.

O Papa lhe confessou que gasta “bastante” em chamadas, que estranha os que trabalham com ele e tem dificuldade com os idiomas, segundo confiou Ojea à Equipe Diocesana de Comunicação.

No entanto, o prelado portenho, que recebeu a ordenação episcopal em 2006 das mãos do atual Papa e que foi bisp auxiliar de Buenos Aires, até 2009, quando Bergoglio era o arcebispo, assinalou que sua estadia em Roma lhe deu instantes “sumamente emotivos”, nos quais o Senhor lhe dispensou muitas graças.

Ojea também destacou os desjejuns e outros espaços comuns que compartilhou com o Pontífice argentino: “Me perguntou por sacerdotes e amigos comuns, como estavam, como quem se encontra com alguém depois de muito tempo. Fazia uma observação sobre cada um, e então imaginei que devia ter um pouquinho de saudades”.

Também lhe confessou que gasta “bastante” em chamadas, mas graceja dizendo que compensa o gasto passando a viver em Santa Marta em vez do palácio apostólico.

O encontro com o Santo Padre ocorreu dias antes de viajar ao Brasil, no marco de sua primeira viagem pontifícia e a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro 2013.

Francisco lhe confirmou que tinha um secretário que se esmerava em ensinar-lhe português, mas que não lhe saía a pronúncia. “Já pronuncio mal o castelhano, lhe disse o Papa. Então, o que vou fazer é falar um pouquinho em português e bastante em castelhano. O que eu direi em português vai sair bem, mas medíocre”.

También destacou o impacto que lhe causara o presente que recebera por uma mulher prisioneira. Ela lhe enviou hóstias feitas por ela na prisão, na Argentina. Trata-se de "Gaby C.", uma jovem que cumpre pena de mais sete anos e a quem o Santo Padre agradeceu o gesto e lhe pediu que rezasse por ele.

“No primeiro desjejum lhe falhei de Gaby ao entregar a carta e as fotos que havia mandado sobre a bandejinha de hóstias. Ele ficou impactado pelo sentido de que esta garota fizesse as hóstias com que nós celebramos a missa”, relatou o bispo.

Ojea saiu surpreendido da experiência: “O que mais me impactou na carta que o Papa mandou a Gabriela foi que lhe dissesse que se sente seguro de que ela rezará por ele. Pareceu-me muito profundo que o Papa se sinta seguro da oração de uma pessoa que está insegura, que está privada de sua liberdade. É um paradoxo, mas está seguro da oração de alguém que está sofrendo”.

Ademais, assinalou: “Creio que o Papa quer uma igreja muito unida a Jesus Cristo, vivendo muito o estilo de vida de Jesus, muito como que se arriscando a imitar Jesus, a falar de Jesus e a não ter medo”, definiu o titular da Cáritas Argentina.