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13 Junho 2014

Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Através de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é a absoluta transcendência e a absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Nicolau Krebs nasceu em 1401 em Cusa, na Alemanha, de uma família modesta. Recebeu sua primeira educação em Deventer, na Holanda. Foi influenciado desde muito jovem pelo misticismo alemão. Estudou Direito na Universidade de Heidelberg, e, de 1418 a 1423, na Universidade de Pádua, onde completou o doutorado. Depois foi para Colônia, onde estudou Teologia. Foi ordenado padre e participou do Concílio de Basileia (1432). Ali escreveu “De Concordantia Catholica” (1433), obra em que prega a unidade da Igreja católica e a concordância de todas as fés cristãs.

Suas obras fundamentais são “De Docta Ignorantia“, “De Conjecturis” e “Apologia Doctae Ignorantiae“, que tratam de Deus, do mundo e do homem. “De Docta Ignorantia” é “a primeira obra clássica alemã que, de fato, fundou a filosofia moderna”, segundo o alemão Ernest Hoffmann.

Aproximar-se de ti – Nicolau de Cusa

Sou incapaz de dar-te um nome,
porque tua essência me é desconhecida;
e se alguém dissesse que tens este ou aquele nome,
pela simples razão de seres nomeado
eu saberia que não é o teu nome.
O muro para além do qual te vejo
é o limite de todas as formas de apresentar nomes.
Quem quiser se aproximar de ti,
deve, por isso mesmo, elevar-se
acima qualquer limite,
de qualquer fim, de todo ser finito.
Para te ver,
a inteligência deve fazer-se ignorância
e estabelecer-se na obscuridade.
Mas o que seria, meu Deus,
esta ignorância intelectual?
Não seria, talvez, a douta ignorância?
Ó Deus infinito,
somente aquele cuja inteligência está na ignorância
pode aproximar-se de ti,
ou seja, somente aquele
que sabe que te ignora.

Fonte: F.Teixeira e V. Berkenbrock (Orgs.) Sede de Deus. Petrópolis: Vozes, 2002, p. 52-53