''A Igreja tem sido lenta sobre a questão da homossexualidade'', afirma cardeal Scola

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17 Novembro 2014

"A Igreja foi lenta sobre a questão homossexual." A afirmação é do arcebispo de Milão, Angelo Scola, sobre a carta do Escritório Escolástico da Diocese de Milão aos professores de religião, com o convite a indicar as escolas onde se tratam ou se quer tratar de temas ligados à homossexualidade.

A reportagem é da agência Ansa, 15-11-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"O escritório escolástico tem a justa preocupação de ajudar os 6.000 professores de religião da diocese a proporem a nossa visão dos problemas, como o da educação sexual", disse Scola na saída de um encontro sobre a Expo Milão. "Estou certo de que o entendimento do empregado da Cúria que escreveu a carta era a de reunir elementos para propor a nossa posição, sempre de modo respeitoso à concordata."

O cardeal reiterou que a Cúria já se desculpou "pela inadequação da linguagem". Nenhum fichamento, em suma ("Isso remete a coisas desagradáveis", disse o cardeal), mas só a intenção de conhecer. "Uma posição não homofóbica, mas da qual não pretendemos retroceder um milímetro, como é justo em uma sociedade democrática", diz Scola. "Nós temos algo a dizer sobre as consequências sociais e a questão dos direitos relacionados a essa orientação sexual."

Durante o encontro na Universidade Estatal de Milão com o filósofo Giulio Giorello, o arcebispo Scola teve a oportunidade de pensar sobre os temas do seu último livro, Cosa nutre la vita? Expo 2015: "Assistimos à redução dos alimentos a mercadorias: como disse o Papa Francisco, isso gera a cultura do descarte e marginaliza uma grande fatia da humanidade que não pode comprar comida."

A esperança do cardeal rumo à Expo é, portanto, que o problema da fome no mundo não seja esquecido: "O programa da FAO para 2015 foi pelos ares. Espero que a Cáritas Internacional volte sobre o assunto durante a exposição".