Aquecimento global pode liberar carbono retido nos solos

Mais Lidos

  • Guerra no Irã, notícias de hoje. "Teerã se prepara para invasão dos EUA e planta minas em Kharg"

    LER MAIS
  • A guerra de Israel contra o Irã força o primeiro fechamento do Santo Sepulcro em 900 anos

    LER MAIS
  • Como as catástrofes devem ser enfrentadas de modo a combatermos as desigualdades causadas pelo capital, questiona a doutora em Ciências Sociais

    Direito à moradia e os tentáculos do neoliberalismo em tempos de emergência climática. Entrevista especial com Elenise Felzke Schonardie

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

11 Setembro 2014

(Foto: PAT DUMAS/FLICKR/CREATIVE COMMONS)

Uma equipe de pesquisadores fez uma descoberta alarmante: com o aumento de temperatura ocasionado pelo aquecimento global, a decomposição realizada por comunidades microbianas no solo pode se acelerar, lançando ainda mais gases de efeito estufa na atmosfera. Os cientistas estimam que atualmente 60 bilhões de toneladas de dióxido de carbono já sejam liberadas dessa forma, e que a quantidade total de CO2 retida nas terras do planeta equivalha a quatro vezes aquela sequestrada pelas plantas.

A reportagem é de André Jorge de Oliveira, publicada no sítio da revista Galileu, 09-09-2014.

“Porque os solos armazenam mais do que o dobro de carbono do que a atmosfera, mudanças nas taxas de decomposição e liberação de dióxido de carbono do solo podem ser muito importantes”, diz Kristiina Karhu, principal autora do estudo. O artigo que foi publicado semana passada na revista Nature concluiu que, neste cenário, a capacidade do solo de sequestrar carbono pode ser fortemente reduzida ou até eliminada.

Os cientistas coletaram amostras de diferentes regiões geográficas e climáticas, variando desde o Ártico até a Floresta Amazônica. Eles constataram que os solos cultivados não demonstraram variação nas taxas de decomposição, já na terra de regiões árticas ela foi fortemente estimulada – o que é preocupante, pois é justamente nos ecossistemas polares que a temperatura aumenta mais rapidamente.