Homofobia ou "cibofobia"?: o hilariante debate sinodal

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08 Outubro 2015

Também se falou de acolhida às pessoas homossexuais na terceira Congregação Geral do Sínodo, na manhã dessa terça-feira. Tomaram a palavra vários Padres sinodais. Depois, a palavra passou para um bispo africano, que argumentou: "Quando eu vou à prisão, encontro e abraço muitas pessoas, mas nem por isso aprovo o que fizeram". A mesma atitude, defende, pode-se adotar legitimamente em relação às pessoas homossexuais. Acolhem-se as pessoas, no pleno respeito da sua dignidade, mas nem por isso se deve concordar com as suas escolhas sexuais.

A reportagem é de Luciano Moia, publicada no sítio do jornal Avvenire, 07-10-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"E eu digo isso sem medo de ser acusado de homofobia." E aqui uma semelhança curiosa: "Se eu não gosto de uma comida qualquer, talvez corro risco de ser processado por cibofobia ["comidafobia", cibo = comida, em italiano]? Eu não sei. Mas, mesmo assim, eu como."

Hilaridade geral. Até mesmo o papa, que acompanha com atenção todas as intervenções, não consegue conter um sorriso. E será o único da manhã. Mas é preciso entendê-lo. Nem todos os bispos têm a simpática capacidade de síntese do prelado africano. E nem todas as intervenções são proferidas no plano da leveza. Alguns, para condenar as novas tendências culturais, evocam abertamente o demônio.

Outros, ao contrário – especialmente os bispos da França, Bélgica e Alemanha –, se esforçam para captar, mesmo em um contexto cada vez mais descristianizado, algumas sementes de bem. A sua reflexão segue uma pista comum. Embora a proposta cristã do matrimônio esteja em queda livre – infelizmente não só na Europa do Norte – o fato de que haja jovens ainda dispostos a se envolver em um relacionamento sério, a se abrir à vida e a se comprometer a educar os seus filhos demonstra que existe um ponto importante de onde se pode recomeçar.

Daí a necessidade de valorizar esses aspectos, pois só na proximidade humana e na participação sorridente há a possibilidade de transmitir valores importantes, mesmo em contextos culturais hostis.

Posições de vanguarda do anúncio, nada simples de se harmonizar com aqueles que partem de posições de rigorosa adesão à doutrina. Mas estamos apenas no segundo dia. O diálogo não para.