Kátia Abreu nega que agricultura seja vilã de crise hídrica

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01 Junho 2015

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, negou nesta quarta-feira (27) que o setor esteja contribuindo para a crise hídrica no Brasil e voltou a defender a duplicação das áreas irrigadas, uma medida que vê como alternativa ao desmatamento.

A entrevista é de Márcia Bizzotto, publicada por BBC Brasil, 28-05-2015. 

Ela conversou com a BBC Brasil em Bruxelas, segunda parada de um giro de uma semana pela Europa que inclui ainda Genebra, na Suíça, e Londres.

A viagem começou na segunda-feira em Paris, onde participou da 83º Sessão Geral da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), que reconheceu os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul como livres de peste suína clássica.

Em Bruxelas, a ministra se reuniu com os comissários europeus de Agricultura, Phil Hogan, e de Saúde, Vytenis Andriukaitis, para conversar sobre um possível acordo sanitário que o Brasil pretende assinar com a União Europeia, nos moldes do que já tem com a China e a Rússia.

Outro objetivo do encontro foi pressionar a UE a concluir o processo de certificação que autoriza os Estados de Tocantins e Rondônia e o Distrito Federal a exportarem carne de gado ao bloco.

Eis a entrevista.

Alguns analistas e organizações ambientais apontam a responsabilidade do setor agrícola, o que mais consome água no Brasil, na atual crise hídrica. A senhora acredita que a agricultura também deve participar do esforço de economia para evitar o racionamento nas grandes cidades?

Quando falamos que a agricultura usa maior quantidade de água para executar sua tarefa, estamos falando principalmente de água da chuva. Nossa agricultura é executada em 65 milhões de hectares e só irrigamos no Brasil 5 milhões de hectares vindo dos nossos rios. O restante da grande água que nós usamos é da chuva, quem quiser pode usar. Nós procuramos fazer economia do uso de água através da pesquisa e da inovação. Através de sementes que necessitam cada vez menos água porque são mais resistentes à seca.