COP28, apelo dos líderes religiosos: agir juntos para curar nosso mundo ferido

Reprodução: Vatican News | Youtube

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

04 Dezembro 2023

O Papa Francisco também está entre os signatários da declaração dos representantes de diferentes religiões reunidos em Dubai para a Conferência sobre o Clima da Onu. O documento pede um grande compromisso à política, governos e empresas para acelerar a transição energética sem "deixar para trás" ninguém, começando pelas comunidades mais vulneráveis. O apelo é para que nos unamos de forma colaborativa e resoluta para "custodiar o esplendor da Casa Comum"

A reportagem é de Benedetta Capelli, publicada por Vatican News, 03-12-2023.

Compromisso e esperança: a declaração dos líderes religiosos para a COP28 em Dubai segue esses dois caminhos. Um documento, assinado, entre outros, pelo Papa Francisco, no qual se reafirma a unidade, a responsabilidade compartilhada e a fraternidade entre todos por uma ação a fim de atingir a meta de reduzir a temperatura da terra em 1,5 grau até 2030, mas também para apoiar as comunidades afetadas pelas mudanças climáticas.

Representantes de diferentes religiões e tradições indígenas, por meio do diálogo com cientistas, estudiosos religiosos, acadêmicos, organizações de mulheres, jovens, sociedade civil, líderes empresariais e responsáveis pelas políticas ambientais, expressam pesar pelo que está acontecendo, reconhecendo também "as conexões entre mudança climática, migração, conflito, mas também o papel potencial das pessoas de fé como construtores de paz ambiental".

Apelo à ação

O documento pede respostas urgentes para acelerar a transição energética garantindo "equidade e justiça", convidando as pessoas a adotarem um modelo circular para viver "uma vida equilibrada e digna em harmonia com a natureza". Em seguida, o apelo às empresas para que passem de combustíveis fósseis para fontes de energia limpa; o apelo aos governos para que promovam a agricultura sustentável, garantindo plenamente a segurança alimentar e a proteção dos ecossistemas. "Ninguém deve ser deixado para trás - diz o texto -, as necessidades de todas as pessoas, especialmente as crianças, as comunidades vulneráveis que enfrentam desastres e conflitos, os jovens, as mulheres e os povos indígenas, bem como os animais e a natureza, devem estar no centro de nossos esforços. Fundamental para isso é a ativação de mecanismos financeiros que tratem de perdas e danos, sobretudo nas partes mais vulneráveis do mundo.

Por um futuro diferente e em harmonia com a Terra

Os líderes religiosos então se comprometem a mudar seus padrões de consumo e a promovê-los, a levantar suas vozes em defesa da biodiversidade e da conservação da fauna selvagem, a apoiar a igualdade e os direitos dos povos indígenas, "defendendo a sabedoria ancestral que está entrelaçada com o bem-estar da Terra". "No momento em que nos encontramos no limiar da história, considerando a gravidade dos desafios que enfrentamos coletivamente - diz o documento -, permaneçamos conscientes do legado que deixaremos para as gerações vindouras. Imploramos sinceramente a todos os tomadores de decisão reunidos na COP28 que aproveitem este momento e ajam com urgência, tecendo um conjunto de ação compartilhada e profunda responsabilidade".

Daí, o apelo para uma ação rápida, "colaborativa e resoluta para curar nosso mundo ferido e preservar o esplendor de nossa Casa Comum". Uma maneira de restaurar a esperança para as gerações futuras e "empreender esta viagem rumo a um futuro de resiliência, harmonia e florescimento para toda a vida na Terra".

Leia mais