Um bispo espanhol do Opus Dei para “limpar” o Banco Vaticano

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Por: Jonas | 29 Junho 2013

O Papa encarregou um bispo espanhol para a limpeza dos papéis e contas do Banco Vaticano. O bispo Juan Ignacio Arrieta Ochoa de Chinchetru (foto) coordenará a comissão que Francisco solicitou ser criada para reformar o controvertido Instituto para as Obras de Religião (IOR).

 
Fonte: http://goo.gl/JAUDD  

A reportagem é publicada no sítio Religión Digital, 27-06-2013. A tradução é do Cepat.

O prelado basco, junto aos outros quatro membros, terá acesso a todos os papéis do IOR e se encarregará de “recolher documentos, dados e informações necessárias para o desenvolvimento de suas funções institucionais”, segundo o texto de criação assinado pelo Pontífice.

Arrieta nasceu em Vitória, há 62 anos, e é membro do Opus Dei. Na Santa Sé desempenha, desde janeiro de 2007, o trabalho do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos.

Possui uma ampla formação legal. Doutor em Direito Canônico e em Jurisprudência, foi professor na Universidade de Navarra, que é dirigida pela Prelazia fundada por Josemaría Escrivá de Balaguer.

Também foi decano da Faculdade de Direito Canônico, da Universidade Pontifícia de Santa Cruz, em Roma, também dirigida pelo Opus Dei, e fundou a revista “Ius Eclessiae”.

Foi ordenado sacerdote no dia 23 de agosto de 1977, e já desempenhou diferentes cargos pastorais, como capelão na Espanha e Itália, até que em 2008 foi consagrado bispo.

Não é a primeira vez que um Papa encarrega um bispo espanhol para a lavagem da roupa suja do Vaticano. Bento XVI escolheu o cardeal Julián Herranz, também membro do Opus Dei, como responsável da comissão que realizou o famoso relatório do “caso Vatileaks”.

Curiosamente, o cardeal cordovês, de 82 anos, também é membro do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos.

A criação desta comissão é um desejo expresso do Papa em conhecer melhor “a posição jurídica e as atividades do IOR”. O objetivo é “chegar a uma melhor harmonização do Instituto em relação à própria missão da Igreja católica”, dentro do contexto de reformas que Francisco pensa realizar para garantir o melhor funcionamento das instituições que prestam serviços à Santa Sé.