‘Fatos chocantes’. ‘O pior ainda está por ser revelado’, segundo ministro

Mais Lidos

  • “Dados indicam que a Amazônia se aproxima cada vez mais de um ponto de não retorno, principalmente como resultado da combinação entre o desmatamento acumulado no sistema, as mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global e os vários fatores de degradação florestal”, afirma o pesquisador

    Capacidade de recuperação da Amazônia é limitada: centro do mundo encontra-se ameaçado por práticas predatórias e ilegais. Entrevista especial com Bernardo Flores

    LER MAIS
  • Em um discurso à nação, Trump reviveu o mito da fraude eleitoral de 2020 e exagerou a influência da China em sua derrota

    LER MAIS
  • "Se Trump perder as eleições de meio de mandato, ele invalidará a votação, arriscando um golpe”. Entrevista com Robert Kagan

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

27 Novembro 2015

O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), reuniu os colegas da 2ª turma da corte em seu gabinete, na terça (24), para uma reunião de emergência, em caráter informal. Queria avisá-los com antecedência que autorizaria a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS). Tentava obter apoio antecipado para medida considerada excepcional e extrema.

Da coluna de Mônica Bergamo, jornalista, publicada no jornal Folha de S. Paulo, 27-11-2015.

Ministros da turma de Teori, formada por Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Cármen Lúcia, chegaram à reunião resistindo à medida. Os fatos mostrados por Zavascki, no entanto, eram "tão chocantes", nas palavras de um dos magistrados, que todos, por unanimidade, concordaram que a prisão era inevitável.

Zavascki, que, antes mesmo de tomar conhecimento dos fatos envolvendo Delcídio do Amaral, já dizia a amigos íntimos e a colegas do próprio tribunal que "o pior ainda está por ser revelado", segue adotando o mesmo tom grave em relação à Lava Jato.

Os avisos alarmistas incluem a delação premiada de Nestor Cerveró, que Zavascki homologou há alguns dias. O ministro, que define o ex-diretor da Petrobras como um homem que "sabe muito", é um dos poucos no país que têm pleno conhecimento do conteúdo, aparentemente explosivo, das revelações do ex-executivo.