Por: Caroline | 21 Novembro 2013
No sábado, dia 16 de novembro, foram realizados vários atos comemorativos ao vigésimo quarto aniversário do assassinato de seis sacerdotes jesuítas e de duas mulheres, cometidos por membros do Exército salvadorenho, no ano de 1989, no campus da Universidade Centro-Americana (UCA). Entre as celebrações realizou-se uma vigília em memória, dedicada a “celebrar e recordar suas vidas”, e que contou com a participação de cerca de cem sacerdotes.
A reportagem é publicada pela Agência Latino -Americana e Caribenha de Comunicação - ALC, 19-11-2013. A tradução é do Cepat.
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| Fonte: http://goo.gl/AjTIF3 |
Segundo o Padre Andreu Oliva, reitor da UCA, a vigília “deve nos fortalecer para continuar trabalhando a cada dia, e a todo instante, aqui mesmo onde estamos, para conseguirmos transformar El Salvador num país inclusivo, um país onde possamos viver, trabalhar e crescer em paz”.
De sua parte, o Padre Mauricio Gaborit denunciou o incêndio contra o escritório de uma ONG, onde constava um arquivo das crianças desaparecidas durante a guerra civil, entre os anos de 1980 e 1992; cometido por um grupo de mascarados, na quinta-feira passada, e pediu ao povo que esteja atento frente a tais abusos e não permitam que as forças do mal continuem atuando sem que lhes aconteça nada.
Antes da vigília, houve uma procissão com lanternas e uma missa, neste mesmo local, como parte da homenagem àqueles assassinados por serem críticos ferrenhos da então ditadura militar.
Nos atos comemorativos, recordou-se que em16 de novembro do ano de 1989, naquele mesmo local, foi assassinado o sacerdote salvadorenho de origem espanhola, Ignacio Ellacuría, por ser um profundo defensor da chamada Teologia da Libertação, e que atuava na época como reitor da UCA. Junto com ele, também morreram os sacerdotes espanhóis Ignacio Martín Baró, que era vice-reitor, Segundo Montes, Juan Ramón Moreno y Amando López, além do prelado salvadorenho Joaquín López, a empregada doméstica Elba Ramos e sua filha Celina.
Mauricio Funes, presidente do país, disse, no sábado, que há 24 anos os jesuítas foram assassinados por suas ideias de justiça social e compromisso com o povo oprimido, razão pela qual as vítimas receberam o disparo na cabeça. Lembrou também que ao reivindicar sua memória, em 2009, após 20 anos de silêncio por parte dos governos no poder, foi feita uma condecoração póstuma, como um tributo digno para o martírio que os levou a ser um incentivo para a luta contra as injustiças dos opressores.
