"Os documentos da Igreja questionam o modelo socioeconômico vigente”, diz Ildefonso Camacho

Mais Lidos

  • MST transforma um dos maiores latifúndios do sul do Brasil em território da Reforma Agrária

    LER MAIS
  • Veja o que pode mudar após Câmara aprovar fim da escala 6x1

    LER MAIS
  • “A inteligência artificial é o espelho do que já fomos. A política é o que ainda podemos ser”. Entrevista com Tatiana Roque

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: Caroline | 09 Novembro 2013

Ildefonso Camacho, presidente da Fundação Universidade Loyola Andaluzia e professor de Moral na Faculdade de Teologia de Granada, foi o responsável pela abertura do simpósio “Propostas em tempos de crise”, organizado pela UNIJES, a federação de universidades e centros universitários jesuítas da Espanha, com a conferência “Propostas históricas do Pensamento Social Cristão em tempos de crise econômica”.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 08-11-2013. A tradução é do Cepat.

Frente a um auditório qualificado em matéria de análise econômica, social e política, Camacho propôs realizar uma comparação precisa entre a crise atual e outras anteriores, especialmente a mais célebre do século passado: “é frequente comparar a crise atual com a crise de 1929. Como toda comparação, serve para descobrir alguns traços comuns, como também o que há de próprio em cada uma”.

Neste sentido, explicou que “a comparação serve de pano de fundo para analisar como o pensamento social da Igreja se situou em um e em outro cenário. Mais que uma análise técnica detalhada, encontramos nela uma leitura da crise a partir de chaves sociais e antropológicas”.

Os documentos da Igreja e as alternativas que contêm, converteram-se em um elemento central de sua exposição, já que “a partir das chaves sociais e antropológicas, os documentos da Igreja, nestes dois momentos, questionam o modelo socioeconômico vigente, tanto o capitalismo liberal de 1929, como a economia dura de mercado e o domínio da economia financeira no momento atual. E faz isto com propostas alternativas em cada caso”.

O simpósio ocorre no Campus Sevilla e conta com a participação de José Manuel Caamaño, da Universidade Pontifícia Comillas, e Stefano Zamagni, professor de Economia Política da Universidade de Bolonha, estreito colaborar dos três últimos Papas. De fato, foi um dos principais redatores da última grande encíclica da doutrina social da Igreja (Benedito XVI, Caritas in veritate, 2009) entre outras contribuições.

No ato de abertura, juntamente com Ildefonso Camacho, participaram José Sols, diretor da Cátedra de Ética e Pensamento Cristão da IQS, Universidade Ramon Llull, e Gabriel Pérez Alcalá reitor da Universidade Loyola Andaluzia.