'Governo põe em risco futuro das elétricas', afirma Luiz Pinguelli Rosa

Mais Lidos

  • ​Sociólogo analisa a conjuntura eleitoral e os possíveis desfechos da eleição de domingo. “Diria que hoje, para sermos mais conservadores na análise, os dois vão para o segundo turno com um viés de alta para o Lula”

    Eleições 2026: “Brasil pode entrar numa rota de conflito interno e de ingovernabilidade radical”. Entrevista especial com Rudá Ricci

    LER MAIS
  • Pesquisadores comentam dados iniciais do pleito e tendências para o 2º turno

    1º turno das eleições de 2026 é marcado por metamorfoses, tecnonepotismo e insatisfação. Entrevista especial com Tatiana Vargas-Maia e Ricardo Costa de Oliveira

    LER MAIS
  • O candidato de extrema-direita Flávio Bolsonaro derrota Lula no primeiro turno das eleições no Brasil. Artigo de Bernardo Gutiérrez

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

27 Setembro 2012

O modelo adotado para a redução das tarifas de energia elétrica e a renovação das concessões não está correto, diz Luiz Pinguelli Rosa, ex-presidente da Eletrobrás e diretor da Coppe, instituto de engenharia da UFRJ (Universidade Federal do Rio).

A reportagem é de Tatiana Freitas e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 27-09-2012.

Para ele, reduzir drasticamente a receita das empresas comprometerá a capacidade de investimento e a qualidade dos serviços.

Eis os principais trechos da entrevista.

Redução das tarifas

Acho que isso não está bem feito, me preocupa. Veja bem, não sou contra o princípio. Cortar tarifa é bom, mas é preciso ver como fazer isso para manter a integridade do lucro das empresas.

Redução, "downsizing" de empresa, de tempos em tempos, é até possível de fazer. Mas não sem critério. E não estou vendo critério algum, nem nesse cálculo que fizeram para chegar à conclusão de quanto deve-se remunerar [as usinas].

Demissões

Tenho medo de que as novas regras comprometam a competência técnica. Cortes de receita de empresas acabam refletindo em corte de pessoal competente. E eu temo que essa competência acumulada em anos seja dissolvida, como vi acontecer na privatização.

Algumas empresas vão ser penalizadas, como a Chesf, que é muito importante no Nordeste, Furnas no Sudeste, Copel no Sul e no Oeste, a Cemig. [Furnas já anunciou corte de 35% de seu pessoal]

Remuneração

Nós adotamos o sistema de remuneração das empresas pelo preço de mercado [e não pelo custo de operação] desde a reforma do FHC. E o Lula não mudou.

As empresas continuaram ganhando muito dinheiro. Alguns contratos de transmissão foram muito generosos. Algumas termelétricas ganharam dinheiro paradas, sem funcionar.

Parece que o governo quer voltar à filosofia de remuneração pelo custo. Mas tenho medo de agora penalizar as hidrelétricas em nome da pressão da Fiesp [Federação das Indústrias de São Paulo].