Martini: perguntas e urgências

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04 Setembro 2012

O apelo lançado no início da função religiosa para evitar palmas e outros comportamentos pouco respeitosos foi em vão. Terminada a função religiosa, tanto dentro da catedral, quanto na multidão reunida na praça, ergueu-se um longo e comovido aplauso. Por fim, a saudação de Angelo Scola, que saiu à praça para levar a sua bênção aos fiéis que permaneceram do lado de fora da catedral.

A nota é de Giacomo Galeazzi, publicada no blog Oltretevere, 03-09-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"O sofrimento pela partida dessa grande personalidade não nos tira a certeza de que ele está vivo e que continuará acompanhando cada um de nós nas suas necessidades, nas suas perguntas e nas suas urgências". Quem abriu a cerimônia foi uma mensagem enviada pelo Papa Bento XVI e lida por Dom Angelo Comastri, vigário de Sua Santidade para a Cidade do Vaticano.

O Santo Padre recordou Martini como um sacerdote "capaz de ensinar os crentes e aqueles que estão em busca da verdade que a única Palavra digna de ser escutado, acolhida e seguida é a de Deus, porque indica a todos o caminho da verdade e do amor".

Seis mil pessoas dentro da catedral e outras 15 mil do lado de fora, acompanhando a função religiosa em dois telões. Assim, Milão fez a sua última saudação ao arcebispo que a liderou a diocese ambrosiana por mais de 20 anos (de 1980 a 2002), falecido na sexta-feira aos 85 anos após uma longa doença. A cerimônia foi presidida pelo arcebispo Angelo Scola e contou com a presença de delegações de diversas credos e crenças religiosas: budistas, muçulmanos, cristãos ortodoxos, coptas, protestantes e valdenses.

Também estiveram presentes, segundo os dados fornecidos pela diocese, 39 bispos, 1.200 sacerdotes. Inúmeros políticos: o presidente do Conselho italiano, Mario Monti (na primeira fila ao lado da esposa, Elsa), o ex-primeiro-ministro, Romano Prodi, e 30 parlamentares, incluindo a ex-ministra Maria Stella Gelmini, o ex-subsecretário Mario Mantovani, o líder da Sinistra Ecologia Libertà (SEL), Nichi Vendola, o número um da União dos Democráticos Cristãos (UDC), Pier Ferdinando Casini, as autoridades municipais (o prefeito de Milão, Giuliano Pisapia, o presidente da província, Guido Podestà, e o presidente da junta regional, Roberto Formigoni).

Também estavam diversos representantes do mundo da economia e da indústria, como o presidente da Associação de Bancos de Poupança (ACRI), Giuseppe Guzzetti, o presidente do grupo Intesa Sanpaolo, Giovanni Bazoli, e o líder da Intert, Massimo Moratti.

Sobre o caixão de Carlo Maria Martini, assim como nos dias do velório, foi colocada uma cópia do Evangelário Ambrosiano, aberto sobre a página do Evangelho da Ressurreição Pascal. Uma escolha não casual, como evidenciou o próprio arcebispo Scola, ao longo da sua homilia: "A longa vida do cardeal Martini é espelho transparente dessa perseverança, mesmo na prova da doença e da morte. Para ele, está pronto um reino como o Pai dispôs para o Seu filho. O fato de não ser um lugar físico, à nossa medida, não nos autoriza a reduzir o paraíso a uma fábula. O cardeal Martini, que anunciou e estudou a Ressurreição, várias vezes sublinhou isso com palavras tão simples quanto poderosas".