''Renovo a confiança nos meus colaboradores'', afirma papa

Mais Lidos

  • “Precisamos mudar a lente das instituições e olhar para essas ocorrências com a gravidade de fato que elas têm”, alerta a pesquisadora

    Lei Maria da Penha. 20 anos depois. Entrevista especial com Juliana Brandão

    LER MAIS
  • “O ataque contra pessoas trans aponta para um projeto potencialmente genocida”. Entrevista com Judith Butler

    LER MAIS
  • A Igreja deve usar os algoritmos sem se deixar algoritmizar. Entrevista com Arnaldo Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

31 Mai 2012

Pela primeira vez, Bento XVI fala do Vatlieaks e o faz a uma semana da prisão do seu ajudante de quarto Paolo Gabriele, que, na quarta-feira passada, ainda estava sentado no papamóvel branco durante a audiência geral. O papa se disse triste, mas reafirmou a sua certeza de que é Deus que guia a Igreja. E, acima de tudo, quis rejeitar as "ilações gratuitas" da mídia que apresentaram o Vaticano como lugar de conflitos e tensões, reconfirmando a sua confiança nos seus colaboradores mais próximos.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no sítio Vatican Insider, 30-05-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Os acontecimentos ocorridos nestes dias acerca da Cúria e dos meus colaboradores – disse Ratzinger ao término da audiência – trouxeram tristeza ao meu coração, mas nunca se ofuscou a firme certeza de que, apesar da fraqueza do homem, das dificuldades e das provas, a Igreja é guiada pelo Espírito Santo, e o Senhor nunca lhe fará faltar a sua ajuda para sustentá-la no seu caminho".

"Multiplicaram-se ilações, no entanto – acrescentou o papa –, amplificadas por alguns meios de comunicação, totalmente gratuitas, e que foram muito além dos fatos, oferecendo uma imagem da Santa Sé que não corresponde à realidade. Desejo, por isso – concluiu Bento XVI –, renovar a minha confiança, o meu encorajamento aos meus colaboradores mais próximos e a todos os que, cotidianamente, com fidelidade, espírito de sacrifício e em silêncio, me ajudam no cumprimento do meu ministério".

A renovação da confiança nos colaboradores "mais próximos" é, acima de tudo, um sinal público de reconhecimento com relação ao secretário de Estado Tarcisio Bertone, considerado um dos principais objetivos da operação "Vatileaks", mas também se aplica ao secretário particular, Pe. Georg Gänswein, à família pontifícia e aos mais altos responsáveis da Secretaria de Estado e da Cúria Romana. Também foi significativa a conclusão dedicada a todos aqueles que trabalham na Santa Sé, fielmente e "em silêncio".