“O Estado tem de ser neutro”, diz professor da Unisinos

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07 Março 2012

Coordenador do Programa Gestando o Diálogo Inter-Religioso e o Ecumenismo da Unisinos, o professor Inácio José Spohr, mesmo sendo católico jesuíta, defende a decisão do TJ. Para ele, é importante que seja respeitada a diversidade de religiões.

A entrevista é publicada pelo jornal Zero Hora, 07-03-2012.

Eis a entrevista.

Como o senhor avalia a decisão do TJ?

Em princípio, estou de acordo com a decisão do Tribunal. O crucifixo que está ali, ao meu ver, está por tradição, não é porque define sentenças ou influi na forma do Judiciário trabalhar. A ideia de Justiça em geral tem forte embasamento na nossa cultura bíblica. Apenas acho que o método de fazer é um pouco drástico de uma hora para outra, atendendo um grupo de pessoas que pediram isso.

O senhor considera que seja uma forma de afastar a população da religiosidade?

Creio que não, não é esta a ideia que me passa. De fato o crucifixo contempla as religiões cristãs e o Brasil evidentemente está se tornando um país multirreligioso.

Então essa decisão seria uma abertura para respeitar as outras religiões?

O tema é mesmo a laicidade do Estado, ele tem a obrigação, o compromisso de ser neutro, por isso acho que não é algo antirreligioso.

O pedido foi feito por entidades ligadas à defesa de gays e lésbicas que não são aceitos pela Igreja Católica, por exemplo. Eles consideram essa decisão uma resposta à Igreja.

Oficialmente, considero a medida legal dentro daquilo que o Estado pode e deve fazer. Ao meu ver não é uma resposta contra as religiões.