Vaticano ridiculariza notícia sobre complô para matar o papa

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12 Fevereiro 2012

Em resposta a uma notícia dessa sexta-feira sobre uma carta secreta de um ex-eminente cardeal do Vaticano alertando sobre um complô para matar o Papa Bento XVI dentro de um ano, um representante vaticano disse que ela consiste em "divagações que não devem ser levadas a sério de forma alguma" e que o caso "é tão incrível que não é possível comentar".

A reportagem é de John L. Allen Jr., publicada no sítio National Catholic Reporter, 10-02-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A notícia, divulgada pelo jornal italiano Il Fatto Quotidiano, baseia-se em uma carta supostamente escrita pelo cardeal colombiano Darío Castrillón Hoyos, 82 anos, que atuou de 1996 a 2006 como prefeito da Congregação vaticana para o Clero.

Na carta, que traz a data de 30 de dezembro de 2011, Castrillón supostamente transmite informações fornecidas pelo cardeal Paolo Romeo, de Palermo, na Sicília, referentes a um complô para matar Bento XVI no prazo de 12 meses. A carta também especula que o sucessor de Bento XVI seria o cardeal italiano Angelo Scola, de Milão.

A carta também faz referência a várias supostas tensões e lutas de poder dentro do Vaticano.

Contatado por várias agências de notícias, o porta-voz do Vaticano, o padre jesuíta Federico Lombardi, negou a notícia como "loucura".

De sua parte, Romeo divulgou um comunicado nesta sexta-feira, de Palermo, dizendo que a notícia é "completamente sem fundamento", enquanto o escritório de Scola em Milão não fez nenhum comentário.

Os editores do Il Fatto Quotidiano continuam reiterando a sua história, afirmando que a carta atribuída a Castrillón é autêntica e que "levanta questões legítimas, não apenas sobre a saúde e a segurança do papa, mas também sobre a situação desconcertante em que a Igreja se encontra".

Outro jornal italiano, nesta sexta-feira, no entanto, descreveu a notícia como "uma história de espionagem digna da série de TV The Borgias", sugerindo que a suposta carta é uma farsa.