Canadá é o 1º país a abandonar formalmente o Protocolo de Kyoto

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13 Dezembro 2011

O ministro do Meio Ambiente do Canadá, Peter Kent, afirmou ontem que seu país está abandonando o Protocolo de Kyoto, que pretende combater o aquecimento global. Segundo o político, o Canadá está invocando o seu direito legal para se retirar do acordo climático e reforçou que Kyoto não representa um avanço nem para seu país nem para o planeta.

A informação é do jornal O Estado de S. Paulo, 13-12-2011.

No ano passado, o Canadá, juntamente com o Japão e a Rússia, afirmou que não aceitaria novos compromissos com o Protocolo de Kyoto. Mas renunciar totalmente ao acordo é uma nova derrota na história do tratado, concluído com bastante estardalhaço em 1997. Até agora, nenhuma nação havia renunciado formalmente ao protocolo.

Em seu mandato anterior, o governo canadense, então liberal, havia assinado o acordo climático. Mas o atual primeiro-ministro, o conservador Stephen Harper, nunca o corroborou.

Conferência

O anúncio de Kent foi feito um dia depois do final da maratona de debates da Conferência do Clima da ONU (COP-17), realizada em Durban, na África do Sul. Negociadores de quase 200 nações concordaram em assinar um novo tratado climático em 2015 para substituir o Protocolo de Kyoto, que expira no fim do ano que vem.

"O Protocolo de Kyoto não abrange os dois maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo, os Estados Unidos e a China. Portanto, ele não pode funcionar", afirmou o ministro canadense. Kent também disse que "agora está claro que Kyoto não é o caminho a ser seguido para uma solução global para a mudança climática. Na verdade, ele é um obstáculo", concluiu, criticando também o acordo fechado em Durban.

O Canadá foi criticado por diversos países durante a COP-17, por sua anunciada postura contra Kyoto. O governo conservador reluta em tomar ações que limitem a exploração de betume no país, um tipo de petróleo pesado encontrado em áreas arenosas, que responde pelas crescentes emissões de gases-estufa no país. Apenas Arábia Saudita e Venezuela têm reservas de petróleo maiores que a do Canadá.